Fiocruz mantém alerta para síndrome respiratória grave
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| Agência Brasil |
Entre os estados que já estão em nível de risco, Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco devem enfrentar agravamento no cenário epidemiológico. Situações mais críticas também são observadas em Mato Grosso e Maranhão, onde os indicadores chamam atenção das autoridades de saúde.
Apesar do quadro de alerta, os pesquisadores destacam que, no panorama nacional, há sinais de estabilidade no longo prazo. Em algumas regiões, inclusive, já é possível observar a interrupção do crescimento e até a queda de casos associados à influenza A e ao rinovírus, responsáveis por mais de 70% das infecções virais confirmadas recentemente.
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é caracterizada pela piora de sintomas gripais, como febre, tosse e coriza, evoluindo para dificuldade respiratória e necessidade de internação. Na maioria dos casos, a condição é desencadeada por vírus, embora nem sempre o agente seja identificado por exames laboratoriais.
Entre as principais causas da SRAG estão vírus para os quais há vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), como influenza A, influenza B e covid-19. A campanha nacional de vacinação contra a gripe segue em andamento em todo o país, priorizando crianças, idosos e gestantes — grupos mais vulneráveis a complicações.
Além disso, a vacinação contra a covid-19 continua sendo recomendada para bebês a partir de 6 meses, com reforços periódicos para públicos de risco. Outra estratégia recente do Ministério da Saúde inclui a oferta da vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes, com o objetivo de proteger recém-nascidos.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforça que a imunização é a principal ferramenta para evitar casos graves e mortes. Ela também orienta que pessoas com sintomas gripais permaneçam em isolamento e, se precisarem sair, utilizem máscara.
Somente neste ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG, sendo cerca de 13 mil com confirmação laboratorial para vírus respiratórios. O rinovírus lidera com 42,9% dos casos positivos, seguido pela influenza A (24,5%) e pelo vírus sincicial respiratório (15,3%). A covid-19 representa 11,1% das infecções.
Em relação aos óbitos, o país contabiliza 1.621 mortes por SRAG em 2026, sendo 669 com confirmação de vírus. A covid-19 aparece como principal causa, responsável por 33,5% das mortes, seguida pela influenza A (32,9%) e pelo rinovírus (22,7%).
O avanço dos casos reforça o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação e dos cuidados básicos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.


