Policiais que mataram suspeito pelas costas em Anastácio são presos
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Segundo o registro, Wellington aparece correndo pela via e, em seguida, cai ao chão após ser atingido por disparos. Na sequência, policiais militares se aproximam e uma viatura surge no local, levando o corpo da vítima. As imagens levantam questionamentos sobre a alegação inicial de que teria havido confronto entre o suspeito e os agentes.
Wellington era investigado por envolvimento na execução do casal Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos, e Maria Clair Luzni, de 46, crime ocorrido na quinta-feira (27), também em Anastácio. Os corpos das vítimas foram localizados apenas no sábado (28), dentro da residência da família.
De acordo com as investigações, a mandante do crime seria a própria filha do casal, Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, que foi presa na segunda-feira (30). Ela teria planejado o assassinato e contratado Wellington e David Vareiro Machado, de 24 anos, para executar o crime. David foi morto na sexta-feira (27), após cobrar o pagamento pelo serviço.
Em nota oficial, a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que os dois policiais envolvidos na ocorrência tiveram a prisão decretada no âmbito de um Inquérito Policial Militar (IPM), conduzido pela Corregedoria-Geral da corporação.
Conforme a instituição, a medida foi autorizada pelo Poder Judiciário após análise técnico-jurídica das provas já reunidas, com o objetivo de garantir a ordem pública e assegurar a lisura das investigações.
Os militares foram encaminhados ao Presídio Militar Estadual, onde permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Militar reafirmou, por meio de nota, o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilização, destacando que o caso será apurado com rigor e respeito às normas do Estado Democrático de Direito.
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), por intermédio de sua Corregedoria-Geral, informa à sociedade o andamento das investigações sobre a atuação de policiais militares no município de Anastácio/MS, ocorrida em 31/03/2026. No curso do Inquérito Policial Militar (IPM), foi solicitado pela Corregedoria-Geral, e concedido pelo Poder Judiciário, o decreto de prisão temporária de dois policiais militares envolvidos na ocorrência. A medida foi requerida após rigorosa análise técnico-jurídica dos elementos de prova colhidos, fundamentando-se na necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar a integridade e a lisura das investigações em curso. Os dois policiais militares serão encaminhados ao Presídio Militar Estadual, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário. A PMMS reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilização, assegurando que os fatos serão apurados com rigor, isenção e respeito às normas do Estado Democrático de Direito

