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Estado cria fluxo emergencial para atender casos graves de chikungunya em MS

Governo MS
Diante do avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para atendimento de casos graves da doença. A medida foi oficializada por meio da Resolução SES/MS nº 555, publicada na terça-feira (7), e estabelece prazos mais curtos e mecanismos excepcionais para garantir assistência rápida aos pacientes em estado crítico.

Pela normativa, casos classificados como prioridades P1.0 e P1.1 — considerados graves ou potencialmente graves — deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo é tratado como meta obrigatória, visando reduzir o risco de agravamento e mortes.

Outro ponto importante da resolução é a regulamentação da chamada “vaga zero”, mecanismo que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo sem disponibilidade de leitos. A medida poderá ser utilizada em situações extremas, quando não houver alternativa dentro do tempo clínico necessário.

A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública no município de Dourados, onde a epidemia de chikungunya segue ativa. Dados recentes apontam taxa de positividade entre 72% e 79%, além do registro de casos graves, gestantes infectadas e mortes pela doença em 2026.

De acordo com a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a medida busca dar mais agilidade ao atendimento diante da pressão sobre a rede de saúde. “Estamos estruturando um fluxo mais rápido, organizado e resolutivo para garantir que os pacientes graves tenham acesso ao atendimento no menor tempo possível”, afirmou.

O novo fluxo prioriza a integração entre as centrais de regulação municipal e estadual, com definição clara de responsabilidades. Em Dourados, o atendimento de casos graves terá como referência inicial o Hospital Universitário da UFGD, seguido pelo Hospital Regional de Dourados. Caso não haja resposta dentro do tempo adequado, a “vaga zero” poderá ser acionada para qualquer unidade com capacidade de atendimento.

A resolução também estabelece critérios clínicos para classificação dos pacientes, como sinais de choque, desidratação grave, rebaixamento do nível de consciência e insuficiência respiratória. Gestantes, pessoas com comorbidades e populações indígenas estão entre os grupos considerados mais vulneráveis.

Entre os objetivos da medida estão a padronização do atendimento, a redução de gargalos na regulação, a ampliação do acesso a leitos de maior complexidade e a melhoria na comunicação entre os serviços de saúde.

Para acompanhar a efetividade do novo fluxo, a SES definiu indicadores de monitoramento diário e semanal, incluindo tempo de resposta, número de solicitações, atendimentos realizados dentro do prazo e óbitos registrados antes ou durante a transferência.

A medida tem caráter temporário e permanecerá em vigor enquanto durar a situação de emergência epidemiológica no Estado.



Por: Redação 
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