Após festança, Prefeitura de Nioaque torra mais de R$ 1 milhão com aluguel de máquinas e caminhões
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Gastos milionários com locação de máquinas e caminhões por parte da Prefeitura de Nioaque têm levantado questionamentos entre moradores e especialistas em gestão pública. Apenas em contratos recentes, os valores ultrapassam a marca de R$ 1 milhão, destinados à contratação de serviços para a Secretaria Municipal de Obras.
Levantamento de dados mostra que os contratos firmados com a empresa de Vanderlei dos Santos Oleniki somam mais de R$ 1,7 milhão em cerca de um ano. Os acordos incluem contratos principais e termos aditivos para locação de caminhões tipo caçamba e escavadeiras hidráulicas, utilizados sob demanda em serviços urbanos e manutenção de vias.
Parte das contratações foi realizada em caráter emergencial, com justificativa de atender os impactos provocados por chuvas intensas, reconhecidas por decreto municipal. No entanto, a continuidade dos contratos e a formalização de aditivos ampliaram significativamente os valores inicialmente previstos.
Apesar da justificativa oficial, o volume de recursos destinados à locação chama atenção. Isso porque o próprio município já possui frota de máquinas e veículos pesados, o que levanta dúvidas sobre a real necessidade da terceirização em larga escala.
Enquanto isso, moradores relatam uma realidade diferente nas ruas e estradas do município. Há queixas frequentes sobre a precariedade de vias urbanas e rurais, com trechos em condições inadequadas de tráfego, dificultando o deslocamento e impactando diretamente o dia a dia da população.
Especialistas destacam que contratações desse tipo exigem planejamento rigoroso e justificativas técnicas claras, especialmente quando há estrutura própria disponível. A falta de transparência na execução dos serviços e na aplicação dos recursos também entra no centro das críticas.
Diante do cenário, cresce a cobrança por explicações mais detalhadas por parte da administração municipal sobre os gastos que ultrapassam R$ 1,7 milhão, enquanto problemas básicos de infraestrutura seguem sem solução.
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Por: Redação




