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Mutirão contra chikungunya encontra 171 focos do mosquito no primeiro dia de ação nas aldeias de Dourados

Divulgação 

O primeiro dia do mutirão de combate à epidemia de febre chikungunya na Reserva Indígena de Dourados resultou na identificação de 171 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A ação teve início nesta segunda-feira (9) e mobilizou equipes da Prefeitura de Dourados e instituições parceiras para eliminar criadouros do vetor.

Durante os trabalhos, foram vistoriados 664 imóveis na aldeia Jaguapiru. Desse total, 288 receberam tratamento específico para eliminar larvas do mosquito. A maioria dos focos identificados estava em caixas d’água, lixo acumulado e pneus. Além da eliminação dos criadouros, também foi realizada borrifação com máquina costal em 13 imóveis para reforçar o combate ao mosquito.

O mutirão é coordenado pelas secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos da Prefeitura de Dourados, com apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Itaporã, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e de lideranças das aldeias Jaguapiru e Bororó.

Nesta terça-feira (10), os trabalhos continuaram com o objetivo de vistoriar o maior número possível de moradias e combater novos focos do mosquito. No momento, a principal concentração das equipes está na aldeia Jaguapiru, onde foi registrada a maior incidência de casos da doença.

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, já são 99 casos confirmados de febre chikungunya na reserva, além de 183 notificações que ainda estão em investigação.

Embora o combate ao mosquito e a atenção primária nas aldeias sejam atribuições do Governo Federal, o prefeito Marçal Filho determinou que a Secretaria Municipal de Saúde mobilizasse equipes para auxiliar no enfrentamento da situação, diante da gravidade do cenário.

Nas primeiras inspeções realizadas nas residências da aldeia Jaguapiru, as equipes encontraram diversos criadouros, principalmente em caixas d’água. Muitas famílias armazenam água da chuva devido à falta de abastecimento regular. Mesmo em casas com rede de água encanada, a distribuição irregular leva moradores a manterem recipientes cheios por longos períodos, o que favorece a proliferação do mosquito.

Para eliminar as larvas em locais onde a água não pode ser descartada imediatamente, as equipes utilizam produtos biológicos conhecidos como larvicidas ou bioinseticidas. Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Priscila da Silva, o produto é específico para as larvas do Aedes aegypti e não oferece riscos para pessoas ou animais domésticos.

Paralelamente às ações nas residências, equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciaram vistorias em prédios públicos da reserva, como escolas, unidades de saúde e centros de assistência social.

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Entre os principais sintomas estão febre alta, dores intensas nas articulações, dor no corpo, dor de cabeça, náuseas, cansaço e manchas na pele. Embora a maioria dos pacientes se recupere em algumas semanas, em alguns casos as dores articulares podem persistir por meses ou até anos, exigindo acompanhamento médico.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News 

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