Após assassinato de anastaciana, população realiza caminhada contra a violência doméstica e o feminicídio em Anastácio
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Com o tema “1ª Caminhada da Educação contra Violência Doméstica e Feminicídio”, o evento busca chamar a atenção da sociedade para a necessidade de combater a violência contra a mulher e incentivar denúncias e ações de proteção às vítimas.
A caminhada está marcada para começar às 16h30, com concentração na Praça Garibaldi Medeiros, no centro de Anastácio. De acordo com os organizadores, o trajeto seguirá da praça até o Fórum de Anastácio, reunindo educadores, estudantes, autoridades e moradores da cidade.
Durante o ato, os participantes devem levar boné, água, cartazes e vestir camiseta preta, em sinal de respeito às vítimas e de protesto contra a violência.
A mobilização é organizada pela área da educação do município e conta com apoio da administração municipal. A expectativa é reunir um grande número de pessoas em defesa da vida das mulheres e para reforçar o pedido por justiça e políticas públicas que garantam mais segurança.
O movimento também surge como uma forma de dar voz à indignação da comunidade após o recente crime que vitimou uma mulher da cidade, reforçando o grito coletivo de “basta de silêncio” diante da violência.
A caminhada é aberta ao público e toda a população está convidada a participar do ato de conscientização.
A morte de Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, registrada após um fato ocorrido no município de Anastácio, mobilizou equipes médicas, policiais e periciais da região de Aquidauana e ganhou grande repercussão.
De acordo com as informações apuradas, a ocorrência teve início na noite de sexta-feira (6), em uma residência no município de Anastácio. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional Doutor Estácio Muniz, em Aquidauana, onde recebeu atendimento médico. No entanto, diante das circunstâncias do óbito, o caso passou a ser tratado como morte decorrente de fato atípico.
Na manhã do dia seguinte, a equipe do Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana realizou um exame necroscópico completo. O procedimento é considerado fundamental em casos de mortes violentas ou suspeitas e foi conduzido por médicos-legistas e equipe técnica especializada, seguindo protocolos científicos adotados pela medicina legal.
Ainda no final do mesmo dia, as investigações avançaram e o companheiro da vítima, Edson Campos Delgado, foi preso pelas autoridades policiais. Segundo informações da apuração, ele confessou ter asfixiado a mulher, versão que passou a corroborar os indícios e as lesões analisadas pelo Núcleo Regional de Medicina Legal de Aquidauana.
O resultado da perícia foi considerado fundamental para o direcionamento das investigações, já que inicialmente existiam versões divergentes sobre o que teria ocorrido.
Nas redes sociais, a repercussão do caso também chamou atenção. Diversos internautas relataram que o suspeito era considerado uma pessoa calma e tranquila, o que aumentou ainda mais a surpresa diante da gravidade do crime. Em comentários publicados nas redes, algumas pessoas afirmaram que ele atuava como professor de apoio e que já havia dado aulas para estudantes da região, sendo descrito por ex-alunos como alguém aparentemente tranquilo e até bem-humorado no convívio cotidiano.
A Polícia Civil segue conduzindo o caso para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização criminal.
Com este caso, Leise Aparecida Cruz passa a figurar como a sexta vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul no ano de 2026. Antes dela, os registros apontam os seguintes casos no estado:
- Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
- Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
- Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro;
- Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro;
- Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março;
- Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março.
Os dados reforçam o cenário de preocupação com a violência contra mulheres no estado, especialmente em casos que resultam em morte dentro do contexto de relações afetivas.


