Soraya vota contra quebra de sigilo de Lulinha; Tereza e Beto Pereira não participam da votação na CPMI do INSS
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| Correio do estado |
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) votou contra a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS) não participaram da votação simbólica realizada nesta quinta-feira (26), no âmbito da CPMI do INSS.
Durante a sessão, Soraya afirmou que houve “fraude deliberada” na proclamação do resultado. Ao todo, 87 requerimentos foram aprovados em bloco, incluindo pedidos de quebra de sigilo, convocações e até representação por prisão preventiva. A decisão ocorreu em meio a uma reunião marcada por tensão, troca de acusações e tumulto no plenário da comissão.
Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a votação conjunta foi solicitada com base no regimento, e o quórum foi aferido pelo painel eletrônico, que registrou 31 parlamentares presentes. Ele declarou ter contado “duas vezes sete votos contrários” e, por isso, proclamou aprovados todos os itens da pauta.
A base governista, no entanto, contestou o resultado. De acordo com parlamentares aliados ao governo Lula, 14 membros titulares teriam votado contra a quebra de sigilo, número que representaria maioria simples suficiente para rejeitar os requerimentos. A divergência gerou confusão no plenário, com relatos de agressões físicas entre deputados após o anúncio do resultado.
Soraya sustentou que o quórum deveria considerar apenas os parlamentares presentes no momento da deliberação e que, ao proclamar resultado diferente, a presidência teria desrespeitado o regimento interno. Integrantes da base informaram que irão questionar a decisão junto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), além de acionar o Conselho de Ética.
Nas redes sociais, Tereza Cristina lamentou o clima de confusão durante a sessão e questionou os motivos pelos quais a aprovação da quebra de sigilo poderia ter provocado “desespero” na base governista.
Pedido de relatório ao Coaf e outras medidas
No caso de Lulinha, a CPMI solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a elaboração de Relatório de Inteligência Financeira para subsidiar a quebra de sigilo referente ao período de 2022 a janeiro de 2026. O pedido está relacionado a suspeitas de envolvimento em esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS.
Também foram aprovadas as quebras de sigilo do Banco Master, no período de 2015 a 2025, e da CredCesta, entre abril de 2017 e dezembro de 2025, com a justificativa de apuração de possíveis irregularidades no mercado de crédito consignado.
A comissão ainda aprovou representação pela prisão preventiva do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), investigado por suposta atuação ligada aos descontos indevidos, além da convocação de investigados e empresários citados em reportagens e operações da Polícia Federal.
A sessão foi encerrada sob forte embate político, com a oposição defendendo a legalidade do procedimento adotado e a base governista prometendo recorrer para tentar anular o resultado da votação.
No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Andre Mendonca também autorizou, junto à Polícia Federal, a quebra do sigilo bancário de Lulinha. A decisão ocorreu antes da votação simbólica realizada nesta quinta-feira (26).
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


