Moradores denunciam cobrança de IPTU como se ruas fossem asfaltadas em MS
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A cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2025 tem gerado revolta entre moradores de bairros periféricos de Campo Grande. No Jardim Santa Emília, contribuintes afirmam estar sendo taxados como se vivessem em ruas com pavimentação, mesmo sem que a infraestrutura exista de fato.
É o caso de Leila Lopes de Resende, moradora da Rua Internacional, no Santa Emília. Proprietária de um terreno de esquina, ela relata que recebeu a cobrança do imposto considerando a rua como asfaltada, embora o local não possua pavimentação. Segundo a moradora, a situação se repete em diversas vias do bairro e atinge várias famílias.
Inconformada, Leila levou a denúncia à Câmara Municipal por meio do vereador Landmark Rios (PT). “A indignação da gente é que você paga por uma coisa que você não tem. Se tivesse asfalto aqui, a gente pagaria com gosto, porque estaria desfrutando. Agora, pagar por uma coisa que você não tem fica complicado”, afirmou.
Além da cobrança considerada indevida, os moradores enfrentam problemas constantes de infraestrutura. De acordo com Leila, as condições das ruas se agravam tanto no período de chuvas quanto na estiagem. “Quando chove é um barreiro, quando é época de poeira ninguém aguenta. As ruas estão intransitáveis, cheias de buracos”, relatou.
A aposentada também destacou o impacto do aumento do IPTU no orçamento familiar. “O salário é pouco. Sempre paguei o imposto em dia, nunca devo nada para a prefeitura. Hoje não consigo mais pagar tudo de uma vez, estou parcelando, mas a indignação é pagar por algo que não existe”, desabafou.
Ao receber a reclamação, o vereador Landmark Rios classificou a situação como uma distorção grave na política tributária do município e defendeu a revisão dos critérios de cobrança do IPTU, principalmente em bairros que não contam com infraestrutura básica. Segundo ele, ao longo do último ano foram encaminhados ofícios, indicações e feitas manifestações públicas questionando a forma de cálculo do imposto e a falta de contrapartidas em obras e serviços para regiões periféricas.
O parlamentar também reforçou que manterá o posicionamento pela derrubada do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto da Câmara que suspendeu o decreto de aumento da taxa de lixo, cuja votação está prevista para o dia 12 de janeiro. Além disso, citou o Projeto de Lei nº 12.213/25, que propõe ampliar para 20% o limite de desconto do IPTU.
“Nossa posição continua a mesma, votando pela derrubada do veto. Temos o projeto que prevê aumento no limite de desconto do IPTU para 20%, protocolado em dezembro, mas que não avançou. Vamos trabalhar para que a proposta tramite este ano e seja aprovada, para que, nos próximos anos, os campo-grandenses não entrem janeiro com uma surpresa desagradável, como aconteceu agora em 2026”, afirmou o vereador.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


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