Médica é exonerada após expor problemas em UPA e se solidariza com educadora desligada após protesto em MS
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| Divulgação |
A médica Letícia Pereira Mella de Aquino foi exonerada do cargo na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, em Campo Grande, nesta sexta-feira (12), conforme publicação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). A exoneração ocorreu após a profissional divulgar um vídeo nas redes sociais denunciando as condições estruturais do local onde atuou por seis anos, mostrando, entre outros problemas, paredes descascando nos consultórios.
Após a repercussão do caso, Letícia publicou um novo vídeo em que se solidariza com a assistente educacional Natali Pereira de Oliveira, desligada do quadro de profissionais da Semed (Secretaria Municipal de Educação) depois de participar de uma manifestação na Câmara de Vereadores, realizada na última terça-feira (3). Segundo a médica, as duas situações seriam semelhantes por envolverem profissionais que se posicionaram publicamente por melhores condições de trabalho.
“Estou fazendo esse vídeo porque ontem aconteceu algo semelhante: a Natali, assistente educacional, também foi exonerada porque participou de uma manifestação na Câmara dos Vereadores solicitando algumas demandas para a classe dela”, afirmou.
Indignada, Letícia relatou como, segundo ela, os profissionais que atuam na Prefeitura de Campo Grande são tratados. “Somos descartados. Já fiz muito pelos meus pacientes, não me arrependo de nada. Gosto de trabalhar com crianças, fiz muito por elas lá na UPA Coronel Antonino. Comprei coisas para a UPA que era obrigação da prefeitura ter e não tinha, por culpa de uma má gestão. Comprei do meu bolso”, declarou.
O vídeo em que a médica mostrou as condições da UPA repercutiu nas redes sociais e em veículos de comunicação. De acordo com Letícia, vereadores chegaram a entrar em contato prometendo apoio, mas nenhuma providência foi tomada até o momento. “Quando aconteceu a minha exoneração e meu vídeo repercutiu, muitas pessoas vieram conversar comigo, inclusive alguns vereadores, dizendo que iriam correr atrás do cancelamento da exoneração, mas até agora nada foi feito. Continuo exonerada, vai fazer quase dois meses”, disse. Ao final do desabafo, ela fez um apelo: “Esse ano é de eleição, não troque seu voto por qualquer coisa”.
Caso na Semed
A assistente educacional Natali Pereira de Oliveira foi desligada da Semed após participar de uma manifestação em defesa de direitos, respeito e dignidade para a categoria, durante sessão na Câmara Municipal, na terça-feira (3). Segundo relato da educadora, a informação do desligamento chegou enquanto ela ainda participava do ato.
De acordo com Natali, a comunicação teria sido repassada pela superintendente da Semed, Noemi, à diretora da unidade onde a servidora atuava. “Acabei de chegar na manifestação por lutar pelos nossos direitos de igualdade e, nesse momento, fiquei sabendo que fui desligada”, afirmou.
Com oito anos de atuação na rede municipal, Natali classificou o desligamento como uma forma de repressão. “Quando você tenta se posicionar ou lutar pelo direito da sua categoria, é isso que você ganha do sistema. É opressão, perseguição e abuso de poder”, declarou. “Estou sem chão. São oito anos de trabalho e, infelizmente, é assim que o sistema trata a gente”, concluiu.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


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