Maníaco da Cruz terá audiência em abril por jogar garrafa com urina em policial penal
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Preso desde 2013 no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como Maníaco da Cruz, será interrogado no dia 28 de abril de 2026 por resistência mediante violência ou ameaça. Ele é acusado de se recusar a retornar à cela e de arremessar uma garrafa contendo urina contra um policial penal.
O caso ocorreu em setembro de 2024, no solário da unidade prisional. Conforme informações do processo, após o término do banho de sol, o interno teria desobedecido à ordem para retornar à cela. Diante da recusa, servidores precisaram intervir utilizando escudo para contê-lo. Durante a ação, Dyonathan teria lançado uma garrafa pet com urina, atingindo o agente no corpo e no olho direito.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o comportamento agressivo do detento é recorrente, incluindo episódios de ataques e arremesso de dejetos biológicos contra servidores da unidade.
A primeira audiência de instrução foi realizada em 1º de dezembro de 2025. Na ocasião, a defesa contestou os termos da denúncia e alegou improcedência da acusação, reservando-se ao direito de aprofundar os argumentos nas alegações finais. A magistrada responsável recebeu a denúncia e designou nova audiência para o dia 28 de abril, quando serão ouvidas testemunhas e realizado o interrogatório do acusado.
Histórico de ocorrências disciplinares
Em 27 de setembro de 2023, Dyonathan já havia se envolvido em outro episódio de agressão no presídio. Segundo registros, ele também se recusou a retornar à cela após o banho de sol, jogou-se ao chão e contra as paredes, além de ameaçar policiais penais. Uma equipe de contenção foi acionada e, durante a intervenção, um agente teria sido atingido com socos no rosto.
Internação e medida de segurança
Dyonathan Celestrino cumpre medida de segurança na ala de saúde do IPCG. Ele foi apreendido em 2008, ainda adolescente, após cometer uma série de assassinatos em Rio Brilhante (MS). A internação inicial ocorreu entre 2008 e 2011.
Ao completar 18 anos, em 2013, a liberação não foi autorizada devido a laudos que apontaram a permanência de transtornos psiquiátricos e risco à sociedade. Desde então, ele permanece internado por decisão judicial, sendo submetido a avaliações periódicas para verificar eventual cessação de periculosidade.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


