Cinco são presos por escândalo de corrupção em MS
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| Correio do estado |
Empresário condenado na Operação Tromper está entre os alvos por suspeita de ocultação de recursos com uso de “laranjas”
O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) cumpriu cinco mandados de prisão na manhã desta quinta-feira (26), em mais um desdobramento das investigações sobre um esquema de corrupção em Sidrolândia. Entre os presos estão o empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, e a esposa dele, Juliana Paula da Silva, suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro.
Também foi preso o empresário Gledielson Cabral Nobre, apontado como sócio da empresa Prestadora de Serviços Nobre. Conforme as investigações, a estrutura empresarial estaria sendo utilizada para beneficiar o investigado e familiares, inclusive no período em que ele esteve preso.
De acordo com o Gecoc, o esquema consistia na utilização de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de comparsas e interposição de pessoas — os chamados “laranjas” — para realizar pagamentos e movimentações financeiras em favor do investigado e de sua família, inclusive enquanto ele cumpria medidas cautelares.
Ueverton, o “Frescura”, foi condenado em 2025 a 37 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e ativa, peculato, organização criminosa e fraudes em licitações que desviaram recursos dos cofres da Prefeitura de Sidrolândia. A condenação ocorreu após desdobramentos da Operação Tromper.
Ao todo, nesta nova etapa, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação do Ministério Público.
Operação Tromper – 1ª fase
A primeira fase da Operação Tromper foi deflagrada em maio de 2023, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido em corrupção e fraudes em licitações no município de Sidrolândia. Na ocasião, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em residências de servidores municipais, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Segundo as investigações, o esquema funcionava pelo menos desde 2017 e tinha como finalidade a obtenção de vantagens ilícitas por meio de peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações, associação criminosa e sonegação fiscal.
Após a divulgação da operação, a prefeita Vanda Camilo publicou nota afirmando que acompanhava o caso e que seu dever é zelar pela integridade, transparência e legalidade dos atos da gestão municipal.
Operação Tromper – 2ª fase
Em julho de 2023, no segundo desdobramento, o Ministério Público Estadual cumpriu quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. A ação foi realizada pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Sidrolândia, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Foram presos dois empresários e dois servidores municipais. Entre eles estavam Tiago Basso da Silva, ex-chefe do setor de execução e fiscalização de contratos do município, e o comissionado César Bertoldo, que atuava na área de licitação da prefeitura.
Também foram detidos os empresários Ueverton da Silva Macedo, que foi candidato pelo PSD na última eleição, e Roberto da Conceição Valençuela, proprietário da R&C Comércio e Serviços.
Operação Tromper – 3ª fase
Quase um ano após a primeira etapa, em abril de 2024, o Gecoc e o Gaeco cumpriram oito mandados de prisão e 28 de busca e apreensão na terceira fase da operação. Um dos alvos foi o vereador Claudinho Serra (PSDB), genro da prefeita de Sidrolândia.
Durante a ação, policiais estiveram na residência do parlamentar, localizada no residencial Damha III, em Campo Grande. O Ministério Público apontou que os contratos investigados alcançavam aproximadamente R$ 15 milhões à época.
Em outubro de 2024, Claudinho Serra ainda figurava como vereador, mas não comparecia às sessões desde abril, apresentando sucessivos atestados médicos de 30 dias para justificar o afastamento após a repercussão do caso.
As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do esquema e identificar outros possíveis envolvidos.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


