Prometida para junho de 2025, obra de R$ 22 milhões da Lagoa Comprida segue sem conclusão
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| Foto: Jornal A Princesinha News |
Anunciada com grande entusiasmo e apresentada como um marco para o desenvolvimento urbano, turístico e econômico de Aquidauana, a obra de revitalização do Parque Natural Municipal da Lagoa Comprida, orçada em R$ 22 milhões, segue distante da realidade prometida à população.
Conforme divulgado oficialmente pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do programa MS Ativo, o projeto prevê a transformação completa do espaço, com pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais, implantação de ciclovia, pistas de caminhada, quadras esportivas e áreas de lazer e contemplação ambiental. Durante a solenidade de autorização da obra, realizada no dia 10, autoridades estaduais e municipais destacaram que a intervenção colocaria Aquidauana em outro patamar de desenvolvimento.
À época, o então prefeito Odilon Ribeiro afirmou que a obra iria transformar a cidade. Segundo ele, a Lagoa Comprida, localizada “no coração da cidade”, passaria a contar com novos equipamentos de lazer, como quadras esportivas, pista de skate e áreas de convivência, além de valorização da paisagem urbana e melhoria na qualidade de vida da população.
O governador Eduardo Riedel também ressaltou, naquele momento, que a revitalização da Lagoa Comprida foi apontada como prioridade absoluta para o município, após articulação entre o Executivo estadual, o Legislativo municipal, a Assembleia Legislativa e a bancada federal.
Entretanto, passados os discursos oficiais e as promessas públicas, a realidade atual é marcada por atraso e frustração. De acordo com a placa instalada pela empresa responsável, a COPLAN, na Rua Giovane Toscano de Brito, a obra deveria ter sido entregue em junho de 2025. O prazo expirou sem a conclusão dos serviços, o que levanta questionamentos sobre o cumprimento do cronograma, a fiscalização do contrato e a gestão dos recursos públicos.
O Parque Natural Municipal da Lagoa Comprida possui cerca de 40 hectares e abriga rica biodiversidade, com centenas de espécies de aves, anfíbios, répteis, mamíferos, peixes e plantas aquáticas. Criado em 2001, o espaço tem como objetivo preservar o ecossistema natural e o patrimônio ambiental e cultural da cidade, sendo um dos principais locais de lazer e integração dos aquidauanenses.
Durante a solenidade de lançamento, o então secretário estadual de Infraestrutura, Hélio Peluffo, destacou que a revitalização garantiria melhorias em infraestrutura urbana, preservação ambiental e novos equipamentos públicos, com quase R$ 8 milhões destinados à pavimentação e recapeamento. Na prática, no entanto, o cenário atual contrasta com o discurso apresentado à população.
Diante do atraso em uma obra de alto valor financeiro e grande impacto social, cresce a cobrança por explicações claras, transparência e definição de um novo prazo para entrega. Para a população, uma intervenção anunciada como símbolo de progresso não pode se transformar em mais um exemplo de promessa não cumprida.
O espaço segue aberto para que o Governo do Estado, a atual administração municipal e a empresa responsável esclareçam os motivos do atraso, informem o estágio real da obra e apresentem um cronograma atualizado para a conclusão do Parque Natural Municipal da Lagoa Comprida.




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