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A Princesinha News - Aquidauana - Mato Grosso do Sul


Motoristas do transporte escolar vivem drama em Aquidauana: dois meses sem salário e silêncio da empresa

Divulgação 



Motoristas responsáveis pelo transporte de alunos e funcionários até a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), antigo Cera, em Aquidauana, denunciam uma situação considerada humilhante e revoltante. Segundo relatos recebidos pela redação, mais de 20 trabalhadores estão sem receber o salário referente ao mês de dezembro, mesmo sendo registrados em carteira.

De acordo com um dos funcionários, a empresa alega que não realiza pagamentos durante o período de férias escolares, sob o argumento de que o Estado não faz o repasse nesse intervalo. Com isso, os trabalhadores chegam a ficar até dois meses sem qualquer remuneração, enfrentando dificuldades extremas para sustentar suas famílias.

“Todo mês é uma tortura. A gente precisa implorar, expor nossa situação familiar para ver se eles liberam algum pagamento. A diretoria em Aquidauana nunca sabe dizer quando vai pagar”, relatou um motorista.

Os trabalhadores afirmam que possuem salário registrado de R$ 1.700, com jornada integral, iniciando às 6h da manhã e encerrando apenas por volta das 17h40, após o retorno à garagem. A rotina inclui horários puxados no transporte escolar matutino (6h às 11h) e vespertino (12h às 17h).

Além disso, durante o intervalo entre os turnos, os motoristas permanecem à disposição da empresa dentro da UEMS de Aquidauana, localizada a cerca de 12 quilômetros da cidade, sem qualquer tipo de comissão ou compensação adicional.

Outro ponto grave denunciado é a falta de tempo para alimentação. Segundo os relatos, em muitos dias os motoristas não conseguem sequer almoçar, devido aos quatro horários diários que precisam cumprir.

Nesta segunda-feira (19), os trabalhadores voltaram a procurar ajuda. “Bom dia, até agora nada. Ajuda a gente por favor”, disse um deles, demonstrando desespero. Em outra mensagem, o pedido é direto: “Ajuda nós, através do jornal”.

A situação escancara um cenário de abandono, desrespeito e possível violação de direitos trabalhistas, atingindo profissionais que exercem uma função essencial para a educação no município.

A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento da empresa responsável pelo transporte. O espaço está aberto para esclarecimentos.


(Matéria atualizada ás 11:11 para correção e acréscimo de informações)

Por: Redação - Jornal A Princesinha News 


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