Justiça concede medida protetiva contra prefeito de MS após denúncia de violência doméstica
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| Redes sociais |
O caso ganhou repercussão após o prefeito se manifestar nas redes sociais. Em vídeo publicado na noite de quarta-feira (28), Juliano Ferro afirmou que se sente injustiçado e alegou que as redes sociais seriam o único meio para apresentar sua versão dos fatos. “Respeito a polícia e a justiça, mas fizeram isso sem prova alguma e antes de eu me defender”, declarou.
Ao comentar a decisão judicial, o prefeito demonstrou desconhecimento sobre a Lei Maria da Penha, que prevê a concessão de medidas protetivas com base no relato da vítima, sem a necessidade de apresentação imediata de provas. A legislação tem caráter preventivo e busca resguardar a integridade da mulher, prevendo sanções mais severas apenas em caso de descumprimento da ordem judicial.
No vídeo, Juliano também afirmou que a ex-mulher teria invadido uma de suas residências para buscar pertences pessoais após deixar a delegacia, e que um celular quebrado teria motivado a denúncia de violência doméstica. “Hoje estou aqui escandalizado por toda a imprensa, por pessoas que nem sabem da verdade, me criticando. Peço desculpas por ter que me expor novamente para tentar me defender”, disse o prefeito, que se autointitula “o mais louco do Brasil”.
Conhecido por declarações polêmicas e por confrontos públicos com adversários, Juliano Ferro já foi flagrado em vídeo agredindo um homem com uma barra de ferro. Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, ele construiu sua trajetória política marcada por controvérsias e já foi alvo de investigação do Gaeco, além de acusações relacionadas à falsificação de documento envolvendo a compra de um veículo.
Vereadora envolvida na polêmica
A vereadora Isa Marcondes (Republicanos), de Dourados, também foi citada na polêmica conjugal após um comentário feito pelo prefeito nas redes sociais. Isa, que já teve um relacionamento com a atual ex-mulher de Juliano Ferro, afirmou publicamente que a denúncia de violência doméstica seria “só o começo” e que “vem mais por aí”.
Em nota, a defesa da vítima criticou a postura da vereadora, classificando o comentário como desnecessário e como uma tentativa de distorcer os fatos e deslegitimar o sofrimento da mulher.
“O único e irrenunciável interesse é a busca pela verdade e pela justiça, que será alcançada no âmbito judicial, por meio dos meios legais e com base em provas concretas, garantindo o contraditório e a ampla defesa, e não por articulações nos bastidores ou manifestações públicas que visam confundir a opinião pública ou desvirtuar o foco da questão principal”, afirma a nota assinada pelo advogado Alesson Brum.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News


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