Homem é preso após golpes de R$ 100 mil usando nome de morto em comércio
Procurado pela Justiça por estelionato, Elias da Silva Correa Júnior, de 45 anos, foi preso nesta quinta-feira (16), em Campo Grande. Contra ele, havia investigações recentes por estelionato e uso de documento público falso, além de uma sentença condenatória expedida em 20 de julho de 2017, relacionada a golpes aplicados no comércio da Capital.
O nome de Elias é conhecido das forças de segurança. Desde pelo menos 2011, ele aparece ligado a uma série de crimes envolvendo fraudes, falsificação de documentos e prejuízos que chegaram a dezenas de milhares de reais. À época, as investigações apontaram que ele integrava um esquema criminoso que utilizava nomes de pessoas falecidas para abrir contas bancárias, criar empresas de fachada e aplicar golpes em estabelecimentos comerciais.
Um dos casos mais emblemáticos ocorreu quando Elias e um comparsa passaram a usar a identidade de Luís Marcondes Ramos Cipriano, morto em 2003, para abrir contas bancárias e registrar a empresa Agroramos Locação e Transporte Ltda, considerada fictícia pela Polícia Civil.
Para dar aparência de legalidade ao esquema, o grupo adquiriu um caminhão e produziu documentos que simulavam faturamento anual de até R$ 1,5 milhão. Com cheques pré-datados emitidos em nome do falecido, a dupla realizou compras em pelo menos 11 estabelecimentos comerciais, incluindo cinco lojas do Shopping Campo Grande. Os prejuízos, segundo a polícia, variaram entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, podendo ser maiores conforme a compensação dos cheques.
Parte dos produtos adquiridos foi localizada em uma residência no Jardim Oracília e também em uma chácara na região da Chácara das Mansões, pertencente à mãe de Elias. As investigações ainda apontaram suspeitas de que materiais utilizados na reforma de um imóvel tenham sido pagos com cheques fraudulentos.
Além dos crimes financeiros, Elias também já havia sido preso em Três Lagoas, após um episódio de violência. Na ocasião, ele foi detido por esfaquear a perna de um rapaz, e na residência onde estava foram apreendidas seis munições de fuzil calibre 7.62.
Outro caso investigado envolveu um golpe contra um hotel de Campo Grande, onde Elias teria se hospedado por semanas. Um cheque pré-datado de R$ 2 mil, emitido em nome de terceiros, foi deixado como garantia, mas nunca foi compensado. O episódio acabou ligando o esquema a Victor Emmanuel Servo, filho de Nilton Cezar Servo, ex-deputado acusado de chefiar uma quadrilha de caça-níqueis, ambos presos pela Polícia Federal em 2007.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades judiciais e policiais.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News
*Com informações do site Campo Grande News*


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