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Mulher é presa após submeter sete cães a condições chocantes de maus-tratos em MS

Polícia Civil


Uma cena revoltante, que demonstra completo descaso e irresponsabilidade, foi flagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (13). Uma mulher, responsável pela tutela de sete cães, foi presa pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) após manter os animais em condições deploráveis no Bairro Vila Carvalho, em Campo Grande.

A equipe policial esteve no endereço após denúncia registrar possível abandono. Ao chegar ao local, os policiais se depararam com um cenário de puro abandono, sujeira e sofrimento animal. Os cães estavam infestados de carrapatos, apresentavam feridas pelo corpo, extrema magreza e sequer tinham alimentação disponível — situação que evidencia não apenas negligência, mas crueldade explícita.

A tutora, que havia se mudado de uma casa para outra no mesmo bairro, simplesmente deixou dois cães para trás, vivendo em meio a lixo, móveis quebrados e sujeira acumulada. O cenário grotesco caracterizou poluição ambiental, já que o ambiente abandonado favorecia a proliferação de ratos, baratas e mosquitos — um risco, inclusive, para a saúde pública.

No mesmo imóvel, os policiais encontraram um fato ainda mais chocante: dois filhotes mortos, pertencentes a uma das cadelas abandonadas. Durante a vistoria, as duas cadelas apareceram na rua e correram em direção à mulher assim que a viram, confirmando o vínculo — e reforçando ainda mais a crueldade da tutora ao deixá-las naquele estado.

No novo endereço onde passou a morar, não havia diferença: outros cinco cães estavam igualmente maltratados, infestados de parasitas, magros e sem comida. Ou seja, a mulher transportou a negligência de uma casa para outra, repetindo o mesmo padrão cruel.

Diante da gravidade dos fatos, a tutora foi presa em flagrante e deverá responder por maus-tratos qualificado, crime com pena de dois a cinco anos, e por poluição ambiental, que pode resultar em mais quatro anos de prisão. A Polícia Civil classificou a situação como uma das mais severas formas de abandono e falta de cuidados básicos.

O caso revoltou moradores da região e reforça o alerta de que maus-tratos não são “descuido”, mas crime — e devem ser denunciados imediatamente.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News

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