Duas crianças morrem após picadas de escorpião e número de casos dispara em Mato Grosso do Sul
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| Reprodução TopMídiaNews |
O aumento expressivo de acidentes com escorpiões em Mato Grosso do Sul acendeu um alerta entre autoridades e moradores. Só em 2024, o Estado já registrou 6.101 ocorrências envolvendo esses animais peçonhentos, sendo Campo Grande a cidade com maior número de casos, com 1.888 registros até o momento.
A situação ganhou contornos ainda mais trágicos nesta semana, com a morte de duas crianças vítimas de picadas.
A primeira vítima foi Valentina Macedo, de apenas 8 anos, picada por um escorpião em Chapadão do Sul. A menina foi transferida em estado grave para a Capital, onde não resistiu e faleceu no último domingo (3).
Dias depois, o Estado registrou uma nova perda: Adrian Souza Martins, também de 8 anos, morreu na quarta-feira (6) após ser picado no município de Itaquiraí. Ele estava internado em Dourados, mas não resistiu ao agravamento do quadro clínico.
As mortes reforçam a gravidade dos acidentes escorpiônicos em crianças, que são mais vulneráveis ao veneno. Segundo a CVSAT (Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica), três em cada quatro acidentes com animais peçonhentos no Estado envolvem escorpiões.
Além da Capital, cidades como Três Lagoas (518 casos), Dourados (261), Brasilândia (183) e Paranaíba (170) também enfrentam altos índices de ataques.
Espécies perigosas e riscos ocultos
As principais espécies encontradas em MS são:
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Tityus serrulatus (escorpião amarelo) – potencialmente grave, pode exigir internação;
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Tityus bahiensis (escorpião marrom) – comum em áreas urbanas e rurais, com risco elevado para crianças e idosos;
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Tityus confluens – provoca acidentes moderados.
Esses animais se adaptam facilmente a diferentes ambientes e costumam se esconder em ralos, redes de esgoto, entulhos, caixas de gordura, pilhas de madeira, folhas secas e materiais de construção.
Prevenção e resposta do Estado
Diante da crescente incidência, o Governo do Estado mantém ações permanentes de controle, como:
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Capacitação de profissionais de saúde e saneamento;
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Implantação da Rede Integrada de Controle de Escorpiões (Rice);
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Reforço no diagnóstico, atendimento rápido e tratamento dos acidentes.
A recomendação é clara: em caso de picada, a vítima deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. Não se deve aplicar pomadas, álcool, vinagre ou outros produtos caseiros no local da ferroada.
Medidas de prevenção:
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Manter ralos e frestas bem vedados;
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Eliminar entulhos e lixo doméstico;
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Limpar regularmente quintais e terrenos baldios;
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Verificar roupas, calçados e roupas de cama antes do uso.
As mortes de Valentina e Adrian colocam em evidência a urgência do tema e a necessidade de maior conscientização da população. O escorpião é silencioso, mas pode ser letal — principalmente quando a vítima é uma criança.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News
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