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Aquidauana perde força no futebol: Aquidauanense desiste da Série A e divisão de R$ 200 mil gera questionamentos

 

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Aquidauana conquistou dentro de campo o direito de ter dois representantes na elite do futebol sul-mato-grossense em 2027. Mas, fora das quatro linhas, a realidade financeira falou mais alto. O Aquidauanense Futebol Clube, campeão da Série B em 2026, anunciou que não disputará a primeira divisão na próxima temporada. A notícia representa uma frustração para os torcedores e levanta questionamentos sobre o apoio ao futebol profissional no município.

Após a repercussão da desistência, o prefeito Mauro Atlântico explicou como a Prefeitura distribuiu os recursos destinados aos clubes profissionais. Segundo ele, como Aquidauana tinha duas equipes na primeira divisão, a administração municipal decidiu dividir o auxílio, destinando R$ 100 mil para cada uma, totalizando R$ 200 mil.

Em áudio encaminhado ao Midiamax, o prefeito justificou que também precisa atender outras modalidades esportivas, especialmente o esporte amador.

“Como nós estávamos com dois times na primeira divisão, nós dividimos uma ajuda de R$ 100 mil para cada time, porque, além do futebol profissional, nós temos aqui os esportes amadores, para fazer o custeio. Então, a Prefeitura tem que equilibrar isso”, declarou.

Mas a pergunta que fica é: será que o planejamento financeiro oferecido foi suficiente para manter dois clubes na principal competição do Estado?

O próprio presidente do Aquidauanense, Edilson Fernandes Leite, segundo informações divulgadas pelo GE, afirmou que o apoio da Prefeitura representava aproximadamente metade do orçamento necessário para a equipe. A dificuldade de conseguir outros recursos acabou pesando na decisão de abrir mão da vaga conquistada dentro de campo.

Não se trata apenas de uma desistência esportiva. Trata-se de uma conquista que mobilizou atletas, comissão técnica, dirigentes e torcedores, mas que não encontrou condições financeiras para continuar.

R$ 200 mil de apoio e uma vaga que pode sair de Aquidauana

A divisão de R$ 100 mil para cada equipe foi apresentada pelo prefeito como uma forma de equilibrar os investimentos entre o futebol profissional e o esporte amador. No entanto, a desistência do Aquidauanense mostra que o debate sobre o financiamento do esporte precisa ir além da simples distribuição de recursos.

A população tem o direito de conhecer os critérios utilizados, como os valores foram definidos e se houve planejamento para garantir que os clubes conseguissem cumprir o calendário estadual.

Com a saída do Aquidauanense, o Comercial, de Campo Grande, terceiro colocado na Série B, foi chamado pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul para apresentar a documentação e manifestar interesse em ocupar a vaga.

Ou seja, Aquidauana pode perder a oportunidade de ter dois representantes na elite estadual justamente depois de conquistar esse direito dentro de campo.

E o futuro do futebol de Aquidauana?

Enquanto o Aquidauanense fica de fora, o Clube de Regatas Aquidauana (CRA) tenta buscar novos recursos para garantir sua participação na competição de 2027.

O episódio precisa servir de alerta. Uma cidade com tradição esportiva, torcida e atletas não pode tratar o futebol profissional apenas como uma despesa a ser dividida no orçamento. É necessário planejamento, transparência, diálogo com os clubes e busca de parcerias para que as conquistas esportivas não terminem por falta de condições financeiras.

O prefeito explicou a divisão dos recursos, mas a situação deixa uma cobrança legítima: o que será feito para fortalecer o futebol profissional de Aquidauana e evitar que outras conquistas terminem da mesma maneira?

A vaga foi conquistada dentro de campo. A desistência aconteceu fora dele. E quem perde, mais uma vez, é o torcedor de Aquidauana.



Por: Redação

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