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Setor agropecuário alerta para alta de custos e risco de inflação de alimentos após aprovação do fim da escala 6x1

 

CNN Brasil

Entidades representativas do agronegócio manifestaram preocupação com os reflexos econômicos decorrentes da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redutores salariais, consolidada pelo Plenário do Senado. Para o setor produtivo, a transição para o novo modelo impõe desafios operacionais complexos, sobretudo em atividades que exigem continuidade ininterrupta e que já lidam com restrições crônicas de mão de obra.

Associações como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e federações estaduais, a exemplo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), apontam que a reestruturação de turnos de trabalho impactará diretamente segmentos como a pecuária leiteira, avicultura, suinocultura, além das frentes de plantio, colheita e armazenagem. O setor argumenta que ciclos biológicos e condições climáticas não comportam reduções lineares de jornada sem que ocorra expansão nos gastos com horas extras ou novas contratações.

Diante do cenário, as entidades avaliam que o encarecimento da produção e as dificuldades logísticas nas operações agroindustriais e de transporte podem pressionar as margens das propriedades rurais e resultar no repasse de custos ao consumidor final, gerando reflexos sobre os preços dos alimentos nos centros urbanos. O debate ocorre em meio às discussões sobre a necessidade de salvaguardas normativas e prazos de adaptação técnica para as especificidades das cadeias produtivas do campo.



Por: Redação
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