Setor agropecuário alerta para alta de custos e risco de inflação de alimentos após aprovação do fim da escala 6x1
11:31
CNN Brasil
Entidades representativas do agronegócio manifestaram preocupação com os reflexos econômicos decorrentes da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redutores salariais, consolidada pelo Plenário do Senado. Para o setor produtivo, a transição para o novo modelo impõe desafios operacionais complexos, sobretudo em atividades que exigem continuidade ininterrupta e que já lidam com restrições crônicas de mão de obra.
Associações como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e federações estaduais, a exemplo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), apontam que a reestruturação de turnos de trabalho impactará diretamente segmentos como a pecuária leiteira, avicultura, suinocultura, além das frentes de plantio, colheita e armazenagem. O setor argumenta que ciclos biológicos e condições climáticas não comportam reduções lineares de jornada sem que ocorra expansão nos gastos com horas extras ou novas contratações.
Diante do cenário, as entidades avaliam que o encarecimento da produção e as dificuldades logísticas nas operações agroindustriais e de transporte podem pressionar as margens das propriedades rurais e resultar no repasse de custos ao consumidor final, gerando reflexos sobre os preços dos alimentos nos centros urbanos. O debate ocorre em meio às discussões sobre a necessidade de salvaguardas normativas e prazos de adaptação técnica para as especificidades das cadeias produtivas do campo.
Por: Redação
