Mato Grosso do Sul registra recorde histórico com 31 mortes por chikungunya em 2026
Mato Grosso do Sul atingiu a marca histórica de 31 mortes confirmadas por chikungunya entre o início do ano e o final do mês de setembro, segundo dados do último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). O volume atual de óbitos representa quase o dobro do total registrado no ano anterior, quando foram contabilizadas 17 vítimas fatais, atingindo o pico da série histórica da última década no estado.
A concentração das fatalidades ocorre predominantemente nos municípios das regiões Sul e Sudoeste do estado. Dourados lidera o índice com 19 óbitos confirmados e vivencia um cenário de epidemia, com foco crítico nas aldeias indígenas locais. Casos fatais também foram notificados nas cidades de Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Do total de vítimas mortas em MS, 20 apresentavam comorbidades prévias.
Paralelamente, as notificações confirmadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) alcançaram 10.676 registros em 2026. Para conter o avanço do vírus transmitido pelo mosquito *Aedes aegypti*, a vacina contra a doença está sendo aplicada temporariamente em municípios prioritários como Dourados, Itaporã, Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas voltada para a população de 18 a 59 anos mediante comprovação de residência.
Por: Redação
