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SUS passa a oferecer cirurgia única para tratar glaucoma e catarata

CNN 


O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer uma cirurgia capaz de tratar, em um único procedimento, casos de catarata associados ao glaucoma primário de ângulo aberto leve a moderado.

A incorporação da técnica foi anunciada pelo Ministério da Saúde e publicada no Diário Oficial da União. A medida permite ampliar as opções de tratamento para pacientes que apresentam as duas doenças simultaneamente.

A cirurgia combina o tratamento da catarata com uma técnica destinada a melhorar a drenagem do líquido dentro do olho. Com isso, o procedimento pode contribuir para a redução da pressão intraocular, um dos principais objetivos no controle do glaucoma.


Como funciona?


Na cirurgia, o cristalino comprometido pela catarata é retirado e substituído por uma lente intraocular. No mesmo procedimento, o médico realiza uma intervenção no sistema de drenagem do olho para facilitar a saída do líquido intraocular.

Entre as técnicas incorporadas estão a goniotomia excisional e a trabeculotomia transluminal.

A indicação, entretanto, não se aplica automaticamente a todos os pacientes com catarata e glaucoma. A necessidade da cirurgia depende da avaliação oftalmológica e das características de cada caso.


Quem poderá fazer pelo SUS?


A medida é voltada principalmente a pacientes diagnosticados com glaucoma primário de ângulo aberto leve a moderado que também apresentam catarata.

O glaucoma é uma doença que pode provocar lesões progressivas no nervo óptico e levar à perda permanente da visão. O controle da pressão dentro do olho é uma das principais estratégias utilizadas para retardar a evolução da doença.

Já a catarata ocorre quando o cristalino, estrutura responsável por ajudar na focalização das imagens, perde sua transparência. O problema pode provocar visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite e maior sensibilidade à luz.

A incorporação pelo SUS não significa que o procedimento estará disponível imediatamente em todas as unidades de saúde do país. A oferta depende da organização da rede pública, da atualização dos protocolos e da estrutura disponível nos serviços especializados.

Os pacientes que possuem catarata e glaucoma devem procurar atendimento oftalmológico na rede pública para verificar o diagnóstico, o estágio da doença e a indicação do procedimento.

A incorporação representa uma nova alternativa para pacientes que precisam tratar as duas condições e que atendem aos critérios estabelecidos pelo SUS.




Por: Redação 

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