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"Profissional" mulher que foi baleada pelo irmão ficou agonizando antes de morrer em MS

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Moradores da região, amigos e vizinhos da empresária Vera Lucia Rossate da Cunha lamentaram sua morte, ocorrida na tarde desta quarta-feira (16), em um comércio localizado na Rua Sagarana, no Bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Judicrei Rossatte da Cunha, de 59 anos, morreu ainda no local após atirar na própria cabeça.

Vizinhos ouviram os tiros e foram até o estabelecimento da vítima. Ao chegar no endereço, encontraram Vera ainda agonizando. Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram a ser acionadas, mas, ao chegar ao local, encontraram a mulher sem sinais vitais, assim como o autor do disparo, que tirou a própria vida no local.

“Amiga, profissional, conhecia muito ela. Não posso acreditar no que aconteceu. Ela nunca comentou absolutamente nada, a gente sempre conversava. Tivemos nossos filhos, criamos e batalhamos por eles sem a ajuda de ninguém", detalhou uma amiga, identificada como Dona Laura, aos prantos.

Laura ainda explicou que estava conversando com Vera instantes antes da morte, combinando de se encontrar para conversar. “Ela estava falando comigo no celular, eu ia vir aqui depois para fazer alguns pedidos de uma revista. Pouco depois uma vizinha apareceu gritando no portão e me chamando para contar que a Vera morreu”.

Muito abalada com a situação, a amiga de longa data lembrou da bondade de Vera com ela. “Ela era muito de boa, profissional, talentosa. Me ensinou a mexer com redes sociais, me ajudava com as coisas que eu não sabia para não cair em golpe. Não consigo acreditar”, finalizou.

Feminicídio e suicídio

A empresária Vera Lucia Rossate da Cunha já estava sendo ameaçada há algum tempo pelo irmão antes de ser assassinada. Conforme o apurado pela reportagem no local, testemunhas indicaram que Judicrei estava ‘rondando’ a casa e o estabelecimento da vítima há algum tempo, enquanto fazia ameaças de morte.

Isso porque ele culpava Vera por uma internação compulsória, realizada para tentar ajudar o homem a se livrar dos vícios em drogas. Além disso, ele seria um paciente psiquiátrico. Ao ser levado para uma clínica, ele chegou a dizer que, quando saísse do local, iria matá-la.

Nesta quarta-feira, ele foi até o estabelecimento da vítima. Testemunhas e militares detalharam para as autoridades que o suspeito chegou ao local e os dois chegaram a discutir antes de disparos serem efetuados.

Vera Lucia foi baleada na cabeça, falecendo logo depois. O suspeito atirou na própria cabeça e tirou a própria vida logo após matar a irmã.

Vizinhos e amigos da vítima ficaram muito abalados com a situação. Equipes da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Polícia Militar e Polícia Civil estiveram no local. O caso será registrado como feminicídio seguido de suicídio.


Por: Redação
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