Professor é preso por estupro de criança de 2 anos em creche; Suspeito já havia sido preso por abusar do próprio filho em MS
Um professor de uma creche do interior de Mato Grosso do Sul, investigado por suspeita de estupro de uma criança de 2 anos e 7 meses, já havia sido preso há mais de dez anos por uma denúncia de abuso sexual envolvendo o próprio filho.
O caso mais recente veio à tona nesta semana, depois que a criança contou à mãe que o professor teria tocado suas partes íntimas. A menina teria reclamado de fortes dores na região íntima enquanto tomava banho em casa.
Inicialmente, a mãe acreditou que pudesse se tratar de uma assadura. Como as queixas continuaram, porém, ela perguntou à filha se alguém havia tocado nela. Após negar inicialmente e permanecer em silêncio por alguns instantes, a criança teria relatado o suposto abuso envolvendo o professor da creche.
A mãe trabalha na mesma escola onde a filha estuda. Diante do relato, ela levou a criança até a diretora, que também teria observado vermelhidão na região íntima.
A direção então procurou a professora responsável pela turma para saber se a criança havia permanecido sozinha com o professor. Segundo os relatos registrados no boletim de ocorrência, a professora informou que havia ministrado apenas a primeira aula e que uma auxiliar permaneceu na sala durante o período.
A auxiliar afirmou que o professor não teria ficado sozinho com a criança. Entretanto, relatou que, durante o horário de repouso, ele teria se deitado ao lado da menina. Ela disse que não percebeu nenhuma situação anormal porque estava cuidando de outra criança.
A menina foi posteriormente levada ao hospital, onde um médico teria constatado indícios compatíveis com estupro e orientado a família a procurar a polícia para a realização do exame pericial.
Depois que o caso foi levado às autoridades, o pai de outra criança da mesma turma procurou a delegacia.
Ele relatou suspeitar que sua filha, de 3 anos, também possa ter sido vítima de algum tipo de abuso. Conforme o relato, a menina teria reclamado de ardência na região íntima durante o banho em três ocasiões, sendo a última no início deste mês.
O pai também relatou que a filha passou a apresentar choro constante e resistência em frequentar a creche.
Até o momento, contudo, o relato representa uma suspeita que ainda precisa ser investigada pelas autoridades, não havendo confirmação de que a segunda criança tenha sido vítima de violência sexual.
A investigação atual ganhou ainda outro elemento após vir à tona o histórico do professor.
Segundo o registro policial referente ao caso antigo, ele foi preso há mais de dez anos após ser acusado de abusar sexualmente do próprio filho. O suposto crime teria acontecido em 2012, mas a denúncia foi formalizada somente em 2013.
Na época, a mãe teria ouvido o filho chorando enquanto o homem dava banho na criança. A porta do banheiro estaria trancada e a mulher precisou forçá-la para conseguir entrar.
Depois, o menino teria contado à mãe que o próprio pai havia abusado dele durante o banho.
A mulher relatou ainda que aquela não seria a primeira vez que o filho chorava durante os banhos dados pelo pai. Segundo ela, o homem costumava dizer que a criança simplesmente não queria tomar banho e, quando chegava embriagado, frequentemente queria assumir essa tarefa.
O suspeito negou o abuso e afirmou que o filho estaria mentindo. De acordo com o relato da época, ele também teria argumentado que não haveria como comprovar a acusação por meio de laudo.
A mãe ainda afirmou ter percebido posteriormente que o homem estaria observando a filha dela de maneira que lhe causou preocupação. A menina teria passado a evitar dormir sozinha na residência quando a mãe não estava.
Apesar da prisão relacionada ao caso anterior, o homem atualmente está em liberdade.
Diante da denúncia mais recente envolvendo a criança de 2 anos e 7 meses, a prefeitura responsável pela creche instaurou um inquérito administrativo disciplinar para apurar a conduta do professor.
Também foram designados servidores para integrar a Comissão de Procedimento Administrativo Disciplinar (CPAD), responsável pela apuração dentro da administração pública.
O caso segue sob investigação. A identidade da cidade não foi divulgada para preservar a criança e evitar sua identificação, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
As acusações contra o professor ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, e ele tem direito à defesa e à presunção de inocência enquanto não houver decisão judicial definitiva.
Por: Redação