Mulher mata marido e diz que agiu para não ter o mesmo destino da irmã em MS
Uma mulher de 24 anos, acusada de matar o marido, Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos, a facadas, afirmou à Polícia Civil que agiu para se defender e evitar ter o mesmo destino da irmã, Nathalia Rodrigues Nogueira, assassinada pelo companheiro em agosto deste ano, em Rio Verde de Mato Grosso, a 194 quilômetros de Campo Grande.
O crime aconteceu na última quarta-feira (9), durante uma discussão entre o casal. Segundo o relato da acusada, horas antes ela havia sido agredida por Erismar na casa de um familiar. A Polícia Militar foi acionada e a mulher foi encaminhada para atendimento médico.
Após ser liberada, ela saiu para buscar o filho. Durante o caminho, encontrou uma colega, que a convidou para ir a um bar. As duas foram ao estabelecimento e, posteriormente, Erismar também chegou ao local.
A mulher contou à polícia que pediu para o companheiro conversar de longe, mas ele teria se sentado atrás dela. Segundo o depoimento, ela acreditou que o homem iria atacá-la pelas costas.
“Ele ia me furar pelas costas”, relatou a acusada durante o interrogatório.
Ainda conforme o depoimento, Erismar teria levantado a mão para agredi-la. Nesse momento, ela retirou uma faca que carregava e desferiu um golpe no companheiro. Depois, deixou o local.
A mulher também afirmou que o marido teria feito xingamentos durante a discussão e que isso aumentou seu estado de nervosismo.
O casal havia ficado cerca de três anos separado e reatou o relacionamento aproximadamente dois meses antes do crime. A acusada declarou que Erismar nunca havia sido agressivo anteriormente, mas que as agressões teriam começado após a reconciliação. Ela também afirmou que o companheiro costumava andar com um canivete.
A acusada contou ainda que passou a carregar uma faca após receber ameaças depois da morte da irmã.
Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, foi assassinada a facadas pelo então companheiro, Jucimar Amaral Delmondes, na madrugada de 5 de agosto, em Rio Verde de Mato Grosso. O crime aconteceu na frente dos dois filhos da vítima, de 5 e 9 anos.
Segundo o relato, após o feminicídio, a irmã passou a ouvir ameaças de que teria o mesmo destino.
“Falaram para mim que eu ia morrer igual à minha irmã morreu”, afirmou.
Após o crime contra Erismar, a mulher foi presa em flagrante e passou por audiência de custódia. A Justiça concedeu liberdade provisória, mediante medidas cautelares.
Entre as determinações está a proibição de frequentar bares e estabelecimentos semelhantes. O caso segue sob investigação.
Por: Redação