Homem morre após atirar contra o próprio peito durante negociação em MS
Um homem de 42 anos morreu após atirar contra o próprio peito durante uma ocorrência no Posto Pacuri, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.
Segundo o registro policial, Thiago Gonçalves conduzia um Honda Civic preto quando foi abordado por uma equipe do Exército Brasileiro. Durante a fiscalização, ele teria demonstrado nervosismo e afirmado que seria preso porque estava armado.
Ainda conforme as informações, inicialmente o homem mostrou um canivete aos militares. Porém, ao receber ordem para permanecer parado para uma busca pessoal, teria sacado uma pistola e fugido em direção a uma área de mata nos fundos da base.
Diante da situação, equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas. Os agentes iniciaram uma negociação para tentar convencer o homem a se render.
Por volta do meio-dia, uma equipe especializada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegou ao local e assumiu as negociações.
De acordo com o registro policial, durante o diálogo, Thiago apresentava comportamento alterado e falas desconexas. Ele teria afirmado diversas vezes que pretendia tirar a própria vida e, em alguns momentos, chegou a pressionar a arma contra o próprio peito.
Após aproximadamente quatro horas de negociação, por volta das 16h, o homem efetuou um disparo contra o próprio tórax.
Na tentativa de impedir a ação, os policiais utilizaram uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser, mas, segundo o registro, o equipamento não produziu o efeito esperado.
Em seguida, os agentes conseguiram se aproximar, retirar a arma e acionar o Corpo de Bombeiros. Thiago recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e foi encaminhado ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos.
Após a ocorrência, uma pistola calibre 9 milímetros, apontada como a arma utilizada no disparo, foi apreendida. O veículo conduzido pela vítima e dois aparelhos celulares também foram encaminhados à delegacia.
Segundo o registro, os policiais militares que participaram da ocorrência não efetuaram disparos de arma de fogo. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações e aos procedimentos necessários.
Por: Redação
(Com informações de Ponta Porã News)