ÚLTIMAS
---
A Princesinha News - Aquidauana - Mato Grosso do Sul


Estiagem interrompe fluxo do Rio da Prata e mais de 200 Peixes são resgatados, em MS

 

G1

A estiagem prolongada tem provocado impactos no Rio da Prata, em Jardim, a aproximadamente 4 quilômetros entre trechos do curso d’água e a região da Ponte do Curê, na Rodovia MS-178. Em alguns pontos, o rio está completamente seco, enquanto outros apresentam apenas pequenas poças de água, deixando peixes isolados e em situação de risco.

A situação vem sendo acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que monitora as condições ambientais do rio e as medidas adotadas para preservar a fauna aquática.

De acordo com o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA), responsável pelo monitoramento e pelas ações de resgate, a interrupção do fluxo dificulta a sobrevivência dos peixes, principalmente nos locais onde a água permanece represada.

Com a redução do volume, existe risco de evaporação e diminuição dos níveis de oxigênio na água, o que pode provocar a morte dos animais que permanecem presos nas poças.

Primeira Página

Diante da situação, equipes do IGMA realizaram, durante o mês de setembro, uma operação emergencial para retirar os peixes que ficaram isolados nos pontos afetados pela seca.

Ao todo, mais de 200 animais foram resgatados e transferidos para áreas do Rio da Prata onde as condições são mais favoráveis à sobrevivência.

Entre as espécies encontradas estavam lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras.

Segundo o presidente do IGMA, Nisroque Soares, o trecho afetado apresenta uma interrupção de aproximadamente quatro quilômetros no fluxo da água até a região da Ponte do Curê.

A situação não é nova. O instituto acompanha as condições do rio há anos e já realizou operações semelhantes. Em 2025, aproximadamente 1,4 mil peixes foram retirados de uma área afetada pela estiagem e transferidos para locais com melhores condições.

Campo Grande News

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanha o caso por meio de um inquérito civil instaurado em julho de 2024.

O procedimento investiga as condições ambientais do Rio da Prata e acompanha as ações de monitoramento e de resgate da fauna aquática realizadas na região.

O IGMA também mantém equipes acompanhando os pontos considerados mais críticos e poderá realizar novas operações caso a estiagem continue e outros animais fiquem ameaçados.

Moradores que vivem nas proximidades do rio também colaboram com o monitoramento. Ao perceberem alterações nas condições do curso d’água, eles comunicam as equipes responsáveis para que a situação seja avaliada.

A principal preocupação neste momento é que, sem chuvas suficientes, a seca avance para outros trechos do Rio da Prata.

O MPMS informou que continuará acompanhando a situação, além das ações e dos relatórios técnicos produzidos pelo IGMA, diante dos impactos provocados pela estiagem sobre o rio e sua fauna.




Por: Redação

Postar um comentário