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Conselheiros tutelares são ameaçados com faca durante atendimento a criança em MS

 

Midiamax

Dois conselheiros tutelares foram ameaçados com uma faca durante uma diligência para apurar uma denúncia de possível negligência contra uma criança de 9 anos, na Vila Cassiana Marcelo, em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. O caso aconteceu na última terça-feira (8), mas chegou ao conhecimento do Jornal Midiamax nesta segunda-feira (14).

De acordo com o boletim de ocorrência, os conselheiros Jhonatan Antunes Pinto, de 37 anos, e Alba Verginia Martins dos Santos, de 63, foram até uma residência para cumprir uma decisão judicial, após denúncias de que a criança estaria sofrendo situações de negligência, incluindo a falta de frequência escolar.

Ao chegarem ao imóvel, os conselheiros foram surpreendidos pela mãe da criança, que possui deficiência auditiva e verbal. Segundo o relato de Jhonatan, ela abriu a porta segurando uma faca e teria corrido atrás da equipe.

“Ela já abriu a porta com a faca na mão e correu atrás de nós”, relatou o conselheiro.

Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada e esteve no local para controlar a ocorrência. A mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos, enquanto a criança ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar.

A criança passou por uma escuta especializada. Durante o atendimento, os conselheiros constataram que ela realmente estava fora da escola, mas não foram identificados, a partir do relato da própria criança, outros indícios de uma situação mais grave de maus-tratos.

“Foi constatado que a criança estava fora da escola. Ela passou por uma escuta, mas não foi comprovada por relatos da criança nessa escuta alguma outra situação mais agravante”, explicou Jhonatan.

O caso foi registrado como ameaça, resistência e desobediência à decisão judicial relacionada à perda ou suspensão de direito.

Para o conselheiro, a ocorrência também chama atenção para os riscos enfrentados diariamente pelos profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes.

“Hoje, pela norma regulamentadora das funções nas quais há periculosidade, nós não nos enquadramos. É algo que deveria ser discutido pelos órgãos competentes, uma vez que enfrentamos riscos diários de violência física”, afirmou.

O caso segue sob apuração das autoridades.




Por: Redação

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