BRICS defendem reforma de instituições financeiras globais
Os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do BRICS defenderam uma reforma nas principais instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
A posição foi apresentada em uma declaração conjunta nesta quinta-feira (10), às vésperas da Cúpula do BRICS, que será realizada neste fim de semana em Nova Délhi, na Índia. O grupo argumenta que as economias emergentes e em desenvolvimento ganharam maior participação na economia mundial e, por isso, também devem ter mais voz nas decisões financeiras globais.
Segundo os representantes do bloco, as instituições financeiras internacionais precisam ser mais representativas, transparentes e responsáveis, refletindo melhor o peso econômico dos países em desenvolvimento.
A reforma defendida pelo grupo envolve mudanças na forma como as instituições financeiras internacionais são administradas e na representação dos países emergentes.
Os integrantes do BRICS afirmam que a atual estrutura da governança econômica mundial não acompanha as mudanças na economia internacional e defendem uma participação maior das economias em desenvolvimento nas decisões.
O grupo também criticou medidas comerciais e financeiras adotadas de forma unilateral, incluindo o aumento de tarifas e outras barreiras comerciais. Segundo os representantes, essas ações podem prejudicar o comércio internacional e entrar em conflito com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Outro ponto discutido foi a criação de mecanismos que facilitem pagamentos entre os países do bloco.
Os ministros defenderam o avanço da integração dos sistemas de pagamentos internacionais do BRICS, buscando operações mais rápidas, baratas, acessíveis, eficientes e seguras.
A proposta também envolve ampliar o uso das moedas nacionais nas transações entre os países, reduzindo a dependência de moedas estrangeiras em determinadas operações comerciais.
O assunto deve ganhar espaço durante a Cúpula do BRICS, que acontece em Nova Délhi neste fim de semana, reunindo líderes dos países integrantes do bloco.
A reunião ocorre em um cenário de maior tensão no comércio internacional, com disputas tarifárias, conflitos geopolíticos e aumento da volatilidade dos preços de energia pressionando principalmente as economias emergentes.
Por: Redação