Alerta para pais: casos graves de síndrome respiratória aumentam entre crianças e adolescentes no Brasil
Um novo alerta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chama a atenção para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil.
Segundo a edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (3), o crescimento vem sendo observado principalmente nessa faixa etária e está associado, em grande parte, à circulação do rinovírus. Os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 34, entre 23 e 29 de agosto.
O levantamento aponta que Alagoas, Goiás e Paraíba apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco há pelo menos duas semanas, além de registrarem tendência de crescimento.
Nesses estados, o aumento ocorre principalmente entre crianças de até 4 anos, grupo que concentra uma parcela importante dos casos registrados.
Em Alagoas, a elevação também aparece entre crianças de 5 a 14 anos e pessoas de 15 a 49 anos. No estado e na Paraíba, além do rinovírus, os pesquisadores identificaram forte circulação do metapneumovírus.
O boletim também inclui Mato Grosso do Sul entre os estados que apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco.
Ao todo, dez estados aparecem nessa situação, incluindo Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. A diferença é que, nesses locais, não há indicação de crescimento de longo prazo no mesmo ritmo observado em Alagoas, Goiás e Paraíba.
Entre as capitais brasileiras que estão em nível de alerta, risco ou alto risco e apresentam sinais de crescimento da SRAG estão Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.
Os dados reforçam a importância da vigilância, principalmente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição que pode ocorrer após infecções respiratórias e provocar sintomas mais intensos, podendo exigir atendimento hospitalar.
O levantamento da Fiocruz não significa que todas as crianças com sintomas respiratórios desenvolverão um quadro grave. O aumento observado é um sinal epidemiológico que serve para orientar o monitoramento e as medidas de prevenção.
Pais e responsáveis devem ficar atentos a sintomas respiratórios e procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, especialmente em crianças pequenas.
A orientação também é evitar levar crianças sintomáticas à escola ou a ambientes com outras pessoas quando houver suspeita de infecção respiratória, reduzindo o risco de transmissão.
Por: Redação
