Advogado é preso suspeito de perseguir e difamar ex-companheira em MS
Um advogado foi preso na quinta-feira (24), em Campo Grande, suspeito de perseguir e difamar a ex-companheira, uma técnica de enfermagem de 37 anos. O homem foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Segundo informações divulgadas pelo Jornal Midiamax, a mulher havia denunciado o ex-companheiro em 2024. Conforme o relato registrado na ocorrência, após o fim do relacionamento, o homem teria passado a frequentar a residência dela com frequência, utilizando o celular para gravá-la e, segundo a vítima, com o objetivo de intimidá-la.
Ainda de acordo com o relato, o advogado teria procurado o Conselho Tutelar para fazer uma denúncia contra a ex-companheira por suposto abandono, alegação que ela afirma ser falsa. Ele também teria registrado diversos boletins de ocorrência envolvendo a mulher.
A vítima contou que os dois permaneceram juntos por aproximadamente nove anos e que estavam separados havia cerca de sete meses quando procurou a polícia.
Segundo ela, após a separação, o ex-companheiro teria iniciado uma série de acusações e ofensas contra ela, inclusive diante de outras pessoas.
Em um dos episódios relatados à polícia, o homem teria chamado a ex-companheira de “bandida” e dito que ela seria “o extrato da inutilidade humana”.
A técnica de enfermagem afirmou que decidiu procurar as autoridades depois de se sentir esgotada com a situação. Ela relatou ainda que trabalha em dois empregos e realiza plantões de 24 horas, o que teria dificultado a busca por atendimento anteriormente.
Ainda segundo a reportagem, a situação também envolveu outros integrantes da família do advogado. A mãe dele teria solicitado uma medida protetiva contra a ex-companheira.
Na manifestação apresentada à Justiça, a defesa da idosa fez acusações contra a mulher e pediu a manutenção da medida, além da extensão da proibição de contato a outros familiares.
O advogado também teria registrado diferentes boletins de ocorrência contra a ex-companheira. Para a mulher, os registros seriam utilizados como forma de pressioná-la e provocar prejuízos.
O caso é investigado pelas autoridades policiais. As acusações contra o advogado ainda deverão ser apuradas, sendo assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa.
Por: Redação