“Trem da Morte” volta a operar na Bolívia e retoma viagens entre fronteira com MS e Santa Cruz
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| Metropoles |
Após seis anos parado, o tradicional “Trem da Morte” voltou a circular na Bolívia. A linha ferroviária liga Puerto Quijarro, cidade boliviana localizada na fronteira com Corumbá, em Mato Grosso do Sul, a Santa Cruz de la Sierra.
A circulação havia sido interrompida durante a pandemia da Covid-19. Agora, o serviço foi retomado com viagens semanais operadas pela Ferroviaria Oriental.
O trem parte de Puerto Quijarro aos domingos, às 13h, com destino a Santa Cruz de la Sierra. No sentido contrário, as viagens acontecem às sextas-feiras, também às 13h.
Durante o trajeto, que percorre aproximadamente 618 quilômetros, o trem passa por cidades como El Carmen, Roboré e San José. A viagem pode durar até 20 horas, dependendo das condições da ferrovia e da operação.
As passagens custam aproximadamente R$ 160 e podem ser compradas na estação ou pela internet.
A estação de Puerto Quijarro é um dos principais pontos de embarque para brasileiros que atravessam a fronteira por Corumbá. O local possui estrutura simples, com guichês para venda de bilhetes e área de espera.
O trajeto atravessa a região da Chiquitania, conhecida pelas paisagens naturais e também pelo fluxo de turistas, especialmente mochileiros que utilizam a ferrovia para viajar pelo interior da Bolívia.
Origem do apelido
O trem ficou conhecido popularmente como “Trem da Morte” devido ao histórico de acidentes e descarrilamentos registrados no passado. O serviço também teve relação, em períodos anteriores, com o transporte de pacientes que enfrentavam doenças como a febre amarela.
Atualmente, a linha é administrada pela Ferroviaria Oriental, responsável por cerca de 1.244 quilômetros de ferrovias na Bolívia, conectando o sistema ferroviário boliviano a redes ferroviárias do Brasil e da Argentina.
A retomada da linha volta a oferecer uma alternativa de transporte entre a região de fronteira com Mato Grosso do Sul e Santa Cruz de la Sierra, além de reforçar o fluxo turístico entre Brasil e Bolívia.
Por: Redação

