Sequestradora teria raptado bebê para encobrir falsa gravidez e manter casamento em MS
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| Campo Grande News |
A mulher apontada como responsável pelo sequestro da bebê Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, em Campo Grande, teria planejado o crime durante aproximadamente um mês para esconder uma gravidez que nunca existiu e manter o casamento.
Suzilaine da Graça Costa e o marido foram presos no dia 9 de agosto, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, após a Polícia Civil localizar a criança, que havia sido levada de Campo Grande. A bebê foi devolvida à família nesta quinta-feira (13).
Segundo a Polícia Civil, Suzilaine contou à família que estava grávida. Posteriormente, afirmou que havia perdido o bebê e passado por uma curetagem após um suposto aborto espontâneo. As investigações, porém, apontaram que a gravidez não teria sido confirmada e que o procedimento médico não foi realizado.
Aproximação com a mãe
A suspeita teria conhecido a mãe adolescente por meio de um grupo de doações. Inicialmente, ofereceu roupas, carrinho e até um book de fotos para a recém-nascida.
Depois, teria convidado a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses e oferecido R$ 100 pelo serviço. A suspeita permitiu que ela levasse Ayla junto.
A adolescente foi até a residência acompanhada da irmã, de 12 anos, em um carro de aplicativo pago pela própria suspeita.
Ao chegar ao imóvel, a adolescente pediu um copo de água. Nesse momento, a irmã mais nova teria sido levada para os fundos da casa. Conforme o relato apresentado à polícia, um homem que estava no local teria utilizado um pano contra o rosto da adolescente, fazendo com que ela desmaiasse.
A vítima teria sido amarrada e trancada no banheiro, enquanto a irmã de 12 anos ficou presa em um quarto junto com a recém-nascida.
As duas adolescentes permaneceram no imóvel até a madrugada. Depois, foram libertadas pelos suspeitos e deixadas próximas a uma área de mata na Avenida Guaicurus, na região da UPA Universitária. Ayla, entretanto, havia sido levada pelos sequestradores.
Fuga para o Paraguai
Após o sequestro, Suzilaine teria fugido com o marido para o Paraguai. Durante a viagem, segundo a investigação, a mulher colocou roupas de menino na bebê como forma de dificultar uma eventual identificação caso o veículo fosse abordado.
O casal acabou localizado e preso em Pedro Juan Caballero. Os dois foram autuados em flagrante pelo crime de sequestro.
Um homem preso em Campo Grande, suspeito de ter emprestado a residência utilizada para esconder a criança, afirma que não sabia do crime. A Polícia Civil, porém, aponta que ele teria envolvimento no caso e investiga se ele também dirigiu o veículo utilizado na fuga para o Paraguai.
Desejo de ter uma filha
Ainda segundo a Polícia Civil, Suzilaine teria cometido o crime porque desejava ter uma filha e buscava uma criança para apresentar à família e ao marido.
As investigações apontam que ela procurava mães que haviam acabado de dar à luz. A mulher possui outros três filhos, que foram criados pela avó.
A Polícia Civil informou que, até o momento, o caso é tratado como isolado e não há indícios de que o sequestro faça parte de uma organização voltada ao tráfico de crianças.
No entanto, Suzilaine é suspeita de ter se aproximado de outras mães com possíveis intenções semelhantes. Caso novas vítimas sejam identificadas, a polícia poderá instaurar outros inquéritos para investigar os fatos.
Após uma semana de buscas, Ayla Emanuelly finalmente voltou para os braços da família. A bebê, que tinha apenas 28 dias quando foi levada, foi entregue aos familiares nesta quinta-feira (13).
Por: Redação
(MídiaMax)

