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Mãe é impedida pelo MP de visitar a própria filha no hospital após suspeita de negligência em Aquidauana

 

Arquivo


Uma mulher de 39 anos, que estava internada no Hospital Regional de Aquidauana, passou a ser acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) após informações sobre uma possível situação de vulnerabilidade e negligência envolvendo a paciente. O caso, que gerou diferentes versões sobre o que teria acontecido durante a internação, começou a ser acompanhado pela 1ª Promotoria de Justiça de Anastácio.

No dia 21 de julho de 2026, o Ministério Público encaminhou ao diretor do Hospital Regional de Aquidauana o Ofício nº 0269/2026/PJ/ANC, relacionado à Notícia de Fato nº 02.2026.00105205-0. No documento, assinado pelo promotor de Justiça Marcos Martins de Britto, o MP determinou que as visitas da mãe da paciente, que também era sua acompanhante, fossem suspensas imediatamente.

De acordo com o documento, a decisão foi tomada para proteger a paciente diante das informações de vulnerabilidade e possível negligência que estavam sendo apuradas, além de garantir que o tratamento médico pudesse continuar normalmente. O Ministério Público também pediu ao hospital um relatório atualizado sobre o estado de saúde da mulher, acompanhado de uma cópia completa do prontuário e de outras informações sobre o atendimento.

A determinação ocorreu um dia antes da data que passou a ser citada em uma versão segundo a qual a mãe teria retirado a filha do Hospital Regional de Aquidauana sem autorização médica, interrompendo o tratamento.

No entanto, segundo informações obtidas pela reportagem com uma fonte ligada ao atendimento, isso não teria acontecido. Conforme o relato, depois que o hospital recebeu a determinação do Ministério Público, a mãe deixou de permanecer como acompanhante e não teria retirado a filha da unidade.

A paciente continuou internada e passou a ser acompanhada também por uma profissional da assistência social de Anastácio. Segundo a mesma fonte, ela permaneceu no hospital até receber alta médica e, somente depois disso, deixou a unidade sob os cuidados da rede de assistência social.

A informação repassada ao hospital era de que seria localizado um familiar para assumir os cuidados da paciente e que ela seguiria posteriormente para Campo Grande.

Durante a internação, ainda segundo a fonte, houve um episódio em que a paciente chegou a sair do hospital. Ela foi localizada posteriormente e reconduzida à unidade. A fonte relatou que a mulher demonstrava medo da mãe, mas, ao mesmo tempo, apresentava comportamento de procurá-la.

Essa informação não consta no documento oficial do Ministério Público e foi repassada à reportagem por uma pessoa ligada ao atendimento.

Dessa forma, as informações obtidas pela reportagem apontam que a paciente não teria sido retirada do hospital pela mãe no dia 22 de julho, como havia sido divulgado. O documento do MPMS comprova que, desde o dia 21 de julho, já existia uma determinação para suspender as visitas da mãe e impedir que ela permanecesse como acompanhante.

O ofício, porém, não informa a data exata da alta médica nem registra quem acompanhou a paciente no momento em que ela deixou o Hospital Regional. Essas informações são baseadas no relato da fonte ligada ao atendimento.

A reportagem também procurou uma profissional do CREAS de Anastácio, indicada como uma das responsáveis pelo acompanhamento da paciente, para saber como ocorreu a alta e qual encaminhamento foi dado posteriormente. A profissional informou que não poderia fornecer detalhes sobre o caso devido ao sigilo dos atendimentos realizados pelo CREAS e orientou que informações institucionais sobre a atuação da Secretaria Municipal de Assistência Social sejam solicitadas diretamente ao órgão responsável pela pasta.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades, que apuram a situação da paciente e as possíveis violações de direitos apontadas durante o acompanhamento.


Por: Redação

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