Homem que matou amigo da ex e baleou companheira em bar de MS é condenado a 49 anos de prisão
Luan Gondim de Souza foi condenado pelo Tribunal do Júri a 49 anos, sete meses e 15 dias de prisão por matar o amigo da ex-companheira e tentar assassinar a mulher dentro de um bar universitário, em Dourados. A decisão atendeu à denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e determinou o cumprimento imediato da pena, sem direito de recorrer em liberdade.
O crime aconteceu no dia 22 de janeiro de 2025, por volta das 20h, em um estabelecimento localizado no cruzamento das ruas Balbina de Matos e Ponta Porã. Segundo a investigação, Luan chegou ao local e efetuou diversos disparos contra as vítimas.
O amigo da ex-companheira, Vanderson Raynan Ferreira da Silva, morreu ainda no local. A mulher foi atingida por seis disparos nas costas e no ombro, mas conseguiu sobreviver após ficar gravemente ferida.
Durante as investigações, a polícia apontou que o ataque foi motivado por sentimento de posse e ocorreu dentro de um contexto de violência doméstica. A arma utilizada, uma pistola de calibre 9 milímetros, era de uso restrito.
Luan foi preso no dia seguinte ao crime, na saída de Dourados, ainda em posse da arma. Na ocasião, ele confessou o ataque.
Pela decisão do júri, o réu foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado contra Vanderson — por motivo torpe, perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito —, tentativa de feminicídio qualificado contra a ex-companheira e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização mínima por danos morais: R$ 20 mil aos familiares da vítima morta e R$ 10 mil à mulher sobrevivente.
Luan já possuía condenação anterior por outro homicídio. Em abril de 2022, ele matou Jhonatan de Souza Quevedo, de 19 anos, conhecido como “Jhonatan B”, durante uma briga no Residencial Estrela Porã, em Dourados.
Após o crime, Luan se apresentou à polícia e alegou legítima defesa. Em maio de 2024, foi julgado e condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto pelo assassinato.
Por: Redação
