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Ex-secretária de Nioaque que processou o Jornal A Princesinha News por danos morais após divulgação da 1ª fase da operação é presa novamente

Reprodução TopMídiaNews

A ex-secretária de Saúde de Nioaque, Márcia Cristiane Missioneira Jara, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (13), durante a segunda fase da Operação “Auditus”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para investigar um suposto esquema de fraude envolvendo serviços médicos contratados pelo município.

Márcia já havia sido alvo da primeira fase da operação, realizada em julho de 2025. Na época, o caso também foi noticiado pelo Jornal A Princesinha News. Posteriormente, ela ingressou com uma ação judicial contra o jornal, alegando danos morais relacionados à divulgação das informações sobre a primeira fase da operação.

Conforme consulta processual, a ação tramitou na Justiça de Mato Grosso do Sul, na Vara Única de Nioaque, com valor atribuído à causa de R$ 30.360,00. O processo, que tinha o Jornal A Princesinha News no polo passivo, atualmente consta como arquivado.

Agora, na segunda fase da Operação “Auditus”, Márcia está entre os cinco alvos de mandados de prisão preventiva cumpridos pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Nioaque.

Além das prisões, os investigadores cumprem 12 mandados de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.

Segundo o Ministério Público, a investigação aponta a existência de um suposto esquema estruturado envolvendo agentes públicos e privados. O grupo teria atuado no direcionamento de contratações, no pagamento por serviços médicos que não teriam sido realizados e no desvio de recursos públicos.

Os investigadores também apontam o pagamento sistemático de vantagens indevidas a agentes públicos.

Um dos principais dados levantados pelo MPMS é que 83% dos exames e consultas pagos pelo Município de Nioaque entre 2022 e 2025 teriam sido simulados. Conforme a investigação, os serviços seriam registrados por meio da falsificação de documentos, permitindo que pagamentos fossem realizados mesmo sem a efetiva prestação dos atendimentos.

Ainda segundo o MPMS, no período das contratações investigadas, os gastos do município com esses serviços médicos aumentaram 1.713%.

O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 4 milhões, conforme a investigação.

A prisão de Márcia nesta quinta-feira ocorre no âmbito da segunda fase da operação e representa um novo capítulo de uma investigação iniciada em 2025.

É importante destacar que as acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas pela Justiça. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório, e a prisão preventiva não representa, por si só, uma condenação.

O Jornal A Princesinha News seguirá acompanhando os desdobramentos da Operação “Auditus”.

PROCESSO CONTRA O JORNAL




Por: Redação

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