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Com sangue da vítima na calça, homem confessa assassinato brutal a pedradas em MS

 

Campo Grande News 

Um homem de 25 anos, identificado como Luiz André Amorim Freitas, foi preso no fim da tarde deste domingo (9), em Campo Grande, e confessou ter participado do assassinato de Gilmar Francisco Joaquim, de 38 anos, morto a pedradas em um beco no bairro Tiradentes.

Luiz foi localizado por uma equipe do Batalhão de Choque por volta das 17h, na Rua do Pandeiro, após moradores informarem aos policiais que um dos envolvidos no crime estaria na região.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito estava usando a mesma roupa que vestia durante as agressões e apresentava uma mancha de sangue na perna esquerda da calça.

Durante a abordagem, Luiz teria confessado espontaneamente sua participação no crime e indicado aos policiais onde havia jogado a pedra utilizada para atingir Gilmar. A equipe realizou buscas em um terreno baldio indicado pelo suspeito, mas não encontrou o objeto.

Durante o interrogatório, Luiz contou à Polícia Civil que estava bebendo quando saiu para comprar alguma coisa. Ao retornar, teria encontrado Gilmar e outro homem envolvidos em uma briga.

Segundo o relato do suspeito, ele decidiu intervir e também passou a agredir Gilmar. A vítima caiu no chão e, depois que os demais envolvidos deixaram o local, Luiz afirmou ter encontrado uma pedra e utilizado o objeto para atingir a cabeça do homem.

Questionado sobre a quantidade de golpes, o suspeito afirmou que teria atingido a vítima cinco ou seis vezes.

Além de Gilmar, um homem de 34 anos também foi agredido durante o ataque. Ele conseguiu deixar o beco e pedir ajuda a moradores, sendo posteriormente levado para a Santa Casa de Campo Grande.

O segundo homem sofreu diversas lesões no rosto e na cabeça e permanecia internado. No momento do registro da ocorrência, ele ainda não apresentava condições de prestar esclarecimentos sobre o que havia acontecido.

Ainda conforme o registro policial, Luiz André possui antecedentes desde a adolescência, com registros relacionados a tráfico de drogas, furto qualificado, roubo majorado, tentativa de homicídio, dano, contravenção e posse ilegal de arma.

Já adulto, ele foi condenado por tráfico de drogas em um processo de 2019. Posteriormente, em 2022, voltou a ser preso por furto qualificado.

A execução penal aponta uma pena total de 7 anos, 8 meses e 20 dias. Luiz estava em regime semiaberto e havia recebido livramento condicional em abril de 2025, com previsão de término da pena para março de 2027.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar a participação dos demais envolvidos e esclarecer completamente as circunstâncias que levaram à morte de Gilmar.




Por: Redação

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