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Avalanche já acumula 558 mortos e mais de 1,5 mil desaparecidos entre Nepal e Tibete

 

Midiamax 

Uma das maiores tragédias naturais registradas recentemente na região do Himalaia deixou 558 pessoas mortas e outras 1.535 desaparecidas após uma avalanche de lama, gelo e detritos atingir áreas do Nepal e do Tibete, na China, na quarta-feira (26).

As equipes de resgate continuam trabalhando nesta sexta-feira (28) para localizar sobreviventes e desaparecidos, mas enfrentam dificuldades devido ao difícil acesso à região, que fica na fronteira entre os dois países. 

De acordo com as autoridades, 553 mortes foram registradas no Nepal, enquanto outras cinco ocorreram no Tibete.

No Nepal, 977 pessoas continuam desaparecidas, muitas delas turistas que estavam na região do Himalaia. No lado tibetano, são 558 desaparecidos.

O local atingido é conhecido por receber turistas e viajantes de diversas partes do mundo. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros. A Índia informou que 320 de seus cidadãos estão sem contato com familiares e autoridades. 

Além da dificuldade para encontrar os desaparecidos, as equipes enfrentam um novo risco: um lago recém-formado está transbordando na mesma região onde ocorreu o desprendimento de uma geleira que desencadeou o desastre.

A possibilidade de novas inundações aumenta a preocupação das autoridades e dificulta ainda mais o trabalho de resgate.

O desastre ocorreu depois que o colapso de uma geleira desencadeou um gigantesco fluxo de água, gelo, lama e rochas, que percorreu uma longa distância e atingiu comunidades e estruturas próximas. O fenômeno chegou a produzir ondas sísmicas equivalentes a um evento de magnitude 5,2, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). 

As equipes de emergência permanecem mobilizadas na região, tentando localizar pessoas que ainda possam estar vivas e recuperar os corpos das vítimas.

Estradas, pontes e outras estruturas foram destruídas pela força da avalanche e das inundações, deixando algumas áreas praticamente isoladas.

Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas, segundo informações do governo brasileiro. O Itamaraty acompanha a situação por meio das embaixadas brasileiras no Nepal e na China. 

A dimensão da tragédia ainda pode aumentar, já que mais de 1,5 mil pessoas continuam desaparecidas e as autoridades permanecem em alerta para novos episódios de inundação.




Por: Redação

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