Veterinária é presa por atear fogo em marido e diz que só queria “assustá-lo” durante a discussão
A médica-veterinária de 42 anos presa em flagrante por tentativa de homicídio após atear fogo no marido, um servidor público federal de 41 anos, afirmou à polícia que não tinha intenção de machucá-lo. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (22), no bairro Santa Luzia, em Campo Grande, e foi presenciado pelos filhos do casal, de 9 e 22 anos.
A vítima sofreu queimaduras em aproximadamente 80% do corpo e permanece internada em estado grave, intubada no Hospital do Proncor.
Durante depoimento à Polícia Civil, a mulher relatou que uma discussão sobre uma suposta traição motivou o episódio. Segundo ela, o casal já vinha discutindo durante a noite e, após cochilarem, o assunto voltou à tona na manhã seguinte.
“Eu queria que ele falasse a verdade sobre um possível relacionamento em Brasília. Ele continuava negando e nós retomamos a discussão por causa disso”, declarou.
Conforme o relato da suspeita, ela pegou um recipiente de álcool que estava na cozinha e jogou parte do líquido sobre a mochila do marido, alegando que pretendia destruir apenas os pertences dele.
“Eu não joguei fogo nele. Joguei álcool na mochila porque queria queimá-la. Acredito que, durante esse movimento, a roupa dele acabou sendo atingida pelo álcool”, afirmou.
A veterinária contou ainda que correu atrás do marido até a garagem com uma carteira de cigarros e um isqueiro escondidos dentro do casaco. Segundo ela, a intenção era apenas produzir o barulho do isqueiro para assustá-lo durante a discussão.
“Eu quis assustá-lo com o barulho do isqueiro. Não era minha intenção colocar fogo nele. Só depois percebi que a camiseta dele estava mudando de cor e tentei arrancá-la”, relatou.
Após o início das chamas, os dois entraram em luta para tentar apagar o fogo. Em determinado momento, o servidor conseguiu retirar a camiseta em chamas. A filha do casal também teria ajudado, utilizando água de uma mangueira para conter o incêndio.
A suspeita afirmou que, logo após o ocorrido, colocou o marido no carro e o levou para atendimento médico. Posteriormente, quando houve necessidade de transferência para uma unidade especializada, ela disse ter custeado uma ambulância particular para o transporte.
Ao ser questionada sobre arrependimento, a mulher afirmou que lamenta profundamente o ocorrido e insistiu que jamais teve a intenção de ferir o companheiro.
“Claro que eu me arrependo. Eu não queria ter feito isso. Não queria machucá-lo. Achei que aquele seria o único jeito de ele falar a verdade. Minha intenção era assustar, não colocar fogo nele. Eu daria tudo para voltar atrás”, declarou.
A médica-veterinária permanece presa e passou por audiência de custódia nesta terça-feira (23). O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Por: Redação
