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Pornografia infantil é encontrada em celular de réu acusado de matar subtenente da PM em MS

 

Midiamax

A Polícia Civil encontrou conteúdo de pornografia infantil no celular de Gilberto Jarson, acusado de assassinar a tiros a subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, em Campo Grande. A informação foi revelada nesta segunda-feira (15) durante audiência realizada na 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Preso desde 6 de abril, data do crime, Gilberto responde pelo feminicídio da militar e também passou a ser investigado após a descoberta do material ilícito em seu aparelho celular.

A delegada adjunta da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Analu Lacerda Ferraz, uma das testemunhas ouvidas na audiência, afirmou que a análise do telefone confirmou a existência de imagens relacionadas à pornografia infantil.

“No local foi dada a voz de prisão por feminicídio. Em análise das circunstâncias ficou evidente a situação de feminicídio. Além de estar preso por pornografia infantil”, declarou a delegada.

Segundo ela, ainda estão sendo analisados três aparelhos celulares, dois pertencentes à subtenente Marlene — um funcional e outro pessoal — e o celular utilizado pelo acusado.

A investigação também aponta que Gilberto pode ter apagado mensagens antes de ser preso. Conforme a delegada, praticamente não havia histórico de conversas entre o casal nos aparelhos analisados.

“O celular foi extraído e estou na fase de elaboração do relatório. Pelas mensagens, imagens e até pelo que ele mesmo informou, havia conteúdo de pornografia infantil. Durante todo o relacionamento não existia histórico de conversas, apenas mensagens daquele dia. Isso me faz acreditar que ele apagou os registros anteriores”, afirmou.

Durante o depoimento, Analu também descreveu como chocante a cena encontrada na residência da vítima, localizada no Bairro Estrela Dalva.

De acordo com a delegada, os vestígios encontrados descartam a hipótese de suicídio apresentada inicialmente pelo acusado.

“Se ela tivesse se atirado, haveria vestígios de sangue na parede, o que não existia. A arma dela estava coldreada. Foi uma cena chocante. Se ela fosse atirar contra si mesma, teria retirado a arma do coldre”, explicou.

As investigações ainda identificaram imagens de câmeras de segurança mostrando Gilberto armado antes de buscar a subtenente. O revólver calibre 38 usado no crime pertencia à própria policial.

A delegada também relatou que a vítima demonstrava forte envolvimento emocional com o acusado.

“Ela dependia dele para ser feliz. Acabou aceitando situações que provavelmente não aceitaria em outras circunstâncias. Estava tão envolvida que sequer consultou o histórico dele”, afirmou.

Marlene de Brito Rodrigues foi morta com um tiro na região do pescoço dentro da própria residência, no dia 6 de abril.

Segundo a investigação, um policial militar vizinho foi o primeiro a chegar ao local após ouvir o disparo. Ele encontrou Gilberto com as mãos ensanguentadas e segurando um revólver.

A subtenente ainda apresentava sinais vitais quando foi localizada, mas morreu antes da chegada do socorro.

Vizinhos relataram à polícia que as discussões entre o casal eram frequentes. Uma testemunha afirmou que já havia ouvido a vítima pedir socorro em outras ocasiões.

Após o crime, Gilberto apresentou versões contraditórias aos investigadores. Em uma delas, alegou que a militar teria manifestado intenção de tirar a própria vida. A hipótese foi descartada pela Polícia Civil.

O caso segue em tramitação na Justiça e continua sendo investigado.




Por: Redação

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