Luz durante a noite pode aumentar risco de doenças cardiovasculares, aponta estudo
Dormir com luzes acesas, televisão ligada ou qualquer fonte de iluminação artificial durante a noite pode ser mais prejudicial à saúde do que se imaginava. Um novo estudo apontou que a exposição frequente à luz noturna está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Os pesquisadores identificaram que níveis elevados de iluminação artificial durante a noite podem estimular áreas do cérebro relacionadas ao estresse, além de favorecer processos inflamatórios nas artérias — fatores diretamente ligados ao desenvolvimento de problemas cardíacos.
Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram exames cerebrais e imagens de aproximadamente 450 pessoas sem histórico de doenças cardíacas ou câncer. A pesquisa avaliou a intensidade da luz presente nos ambientes onde os participantes dormiam e comparou os dados com sinais de estresse cerebral e inflamação arterial observados em exames especializados.
Segundo os especialistas, a poluição luminosa tem se tornado cada vez mais comum nas grandes cidades, mas seus impactos sobre o organismo ainda são pouco conhecidos. A exposição contínua à luz durante o período noturno pode interferir no relógio biológico, prejudicando o descanso adequado e desencadeando alterações que afetam o sistema cardiovascular.
Os resultados reforçam a importância de manter o quarto o mais escuro possível durante o sono. Especialistas recomendam evitar luzes artificiais, desligar aparelhos eletrônicos e utilizar cortinas que bloqueiem a iluminação externa para favorecer um descanso mais saudável.
Como reduzir a exposição à luz noturna
Apagar luzes e aparelhos eletrônicos antes de dormir;
Evitar dormir com televisão ligada;
Reduzir o uso de celulares e tablets à noite;
Utilizar cortinas blackout para bloquear a iluminação externa;
Preferir luzes mais fracas e amareladas nas horas que antecedem o sono.
Os pesquisadores destacam que novos estudos ainda são necessários, mas os resultados já reforçam a relação entre a qualidade do sono e a saúde do coração.
Por: Redação
