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Anvisa aprova medicamento inédito sem hormônios para aliviar sintomas da menopausa

 

CNN

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento não hormonal para mulheres que sofrem com os sintomas da menopausa. O medicamento, chamado Veoza, tem como princípio ativo o fezolinetanto e é a primeira terapia desse tipo autorizada no Brasil para combater ondas de calor e suores noturnos moderados a intensos.

A novidade representa uma alternativa importante para mulheres que não podem fazer reposição hormonal ou que não obtiveram resultados satisfatórios com esse tipo de tratamento. 


Como o medicamento funciona?

Diferente da terapia hormonal tradicional, o fezolinetanto atua diretamente no cérebro, mais especificamente no hipotálamo, região responsável pelo controle da temperatura corporal. O remédio bloqueia a ação da neurocinina B, substância que passa a agir de forma exagerada durante a menopausa devido à queda dos níveis de estrogênio, provocando os conhecidos "fogachos" e episódios de suor excessivo.

Segundo estudos clínicos que envolveram mais de 3 mil mulheres na Europa, Estados Unidos e Canadá, o tratamento reduziu significativamente a frequência e a intensidade dos sintomas, apresentando um perfil de segurança considerado favorável.


Para quem é indicado?

O Veoza é recomendado para mulheres em transição menopausal ou na pós-menopausa que enfrentam sintomas vasomotores moderados ou graves, como ondas de calor e suores noturnos. A medicação também surge como alternativa para pacientes com histórico de câncer de mama, trombose, AVC ou outras condições que contraindicam o uso de hormônios.

Especialistas destacam que o medicamento não substitui totalmente a reposição hormonal, já que não atua em outros efeitos da menopausa, como perda de massa óssea e ressecamento vaginal.


Quando estará disponível?

Apesar da aprovação pela Anvisa, o medicamento ainda não chegou às farmácias brasileiras. O laboratório responsável aguarda a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), etapa necessária antes da comercialização no país. Ainda não há data oficial para o lançamento.

A chegada do novo tratamento é vista por especialistas como um avanço importante para ampliar as opções terapêuticas e melhorar a qualidade de vida de milhões de mulheres que enfrentam os sintomas da menopausa.




Por: Redação

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