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Novo remédio aprovado pela Anvisa promete revolucionar tratamento do Parkinson avançado

Campo Grande News

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (2) o registro do Vyalev, um novo medicamento indicado para pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado. O remédio surge como alternativa para pessoas que já não conseguem controlar os sintomas apenas com comprimidos.

O Vyalev é uma solução injetável composta por foslevodopa e foscarbidopa, aplicada continuamente por meio de uma bomba subcutânea ligada à pele, geralmente na região do abdômen ou cintura. O sistema funciona 24 horas por dia e busca manter níveis constantes da medicação no organismo.

A doença de Parkinson provoca a perda gradual das células responsáveis ​​pela produção de dopamina, substância essencial para o controle dos movimentos. Com a redução da dopamina, surgem sintomas como tremores, dores musculares, lentidão e dificuldades para caminhar e realizar atividades diárias.

Segundo especialistas, o novo tratamento ajuda justamente a compensar essa perda. A foslevodopa é convertida em levodopa e posteriormente em dopamina no cérebro, enquanto a foscarbidopa evita que a substância seja degradada antes de chegar ao sistema nervoso, aumentando a eficácia do medicamento.

A principal vantagem do Vyalev é a administração contínua, que pode reduzir as chamadas, flutuações motoras - períodos em que o efeito dos remédios diminui e os sintomas voltam de forma intensa.

A aprovação da Anvisa é destinada a pacientes adultos com Parkinson que apresentam períodos avançados de “off”, movimentos involuntários causados ​​pelo uso prolongado de medicamentos e pouca resposta aos tratamentos orais tradicionais.

O tratamento exige acompanhamento médico especializado, além de cuidados diários com o local de aplicação e monitoramento constante para evitar complicações.

Apesar da aprovação no Brasil, ainda não há previsão para incorporação do medicamento ao SUS nem informações sobre preço e início da comercialização no país.




Por: Redação

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