Médico preso após morte da esposa em Campo Grande deixa cadeia com tornozeleira eletrônica
A Justiça concedeu liberdade provisória ao médico cardiologista João Jazbik Netor, de 78 anos, preso após a morte da esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro da casa onde morava, no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
A decisão foi tomada no fim da tarde de sexta-feira (22). O médico deverá cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
João Jazbik havia sido preso em flagrante na segunda-feira (18), junto com um ex-funcionário e um caseiro, por fraude processual. Segundo a investigação, antes da chegada da polícia, o médico teria pedido que os dois homens retirassem um armário com diversas armas e o levassem para outro cômodo da residência.
Além disso, ele também foi autuado por posse irregular de armas de fogo. Na audiência de custódia realizada na quarta-feira (20), a prisão preventiva havia sido mantida.
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma suspeita de suicídio.
O médico relatou que a esposa havia realizado atividades rotineiras pela manhã e depois subido para o quarto do casal. Segundo ele, após estranhar a demora, tentou contato, mas não obteve resposta. Pouco tempo depois, afirmou ter ouvido um disparo de arma de fogo e encontrado Fabiola caída no chão.
No entanto, segundo o delegado Leandro Santiago, da Deam, a versão apresentada pelo cardiologista não condiz com os elementos encontrados no local, principalmente em relação ao ferimento causado pelo disparo na cabeça da vítima.
Fontes próximas à fisioterapeuta relataram que o médico era extremamente possessivo com a companheira. Segundo os relatos, Fabiola passou a mudar o comportamento após iniciar o relacionamento com João Jazbik.
Ela teria deixado de trabalhar fora de casa e passado a atender pacientes apenas em domicílio. Pessoas próximas afirmam ainda que o médico controlava diversos aspectos da vida da vítima, incluindo deslocamentos, roupas, idas ao salão de beleza e até a medicação utilizada por ela para tratar epilepsia.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Por: Redação
