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Avião atinge prédio em Belo Horizonte, deixa mortos e levanta alerta sobre voo irregular

CNN


Um avião monomotor de pequeno porte caiu e atingiu um prédio residencial na tarde desta segunda-feira (4), na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte. O acidente deixou dois mortos e três pessoas feridas, segundo o Corpo de Bombeiros.

A aeronave, de matrícula PT-EYT, é um modelo EMB-721C, fabricado pela Neiva em 1979, com capacidade para até seis ocupantes, incluindo o piloto. Conhecido como “sertanejo”, o avião não possuía autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia ser utilizado para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento.

De acordo com informações preliminares, cinco pessoas estavam a bordo no momento do acidente. O piloto chegou a informar à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava dificuldades durante a decolagem.

Após perder altitude, a aeronave colidiu contra um prédio residencial, atingindo a estrutura entre o terceiro e o quarto andar, na área da caixa de escadas. Em seguida, caiu no estacionamento do edifício.

Segundo o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros, o impacto poderia ter causado uma tragédia ainda maior. “Se tivesse atingido as laterais, poderia alcançar apartamentos ocupados. A estrutura acabou ficando concentrada na caixa de escada, sem atingir diretamente outras residências”, explicou.

Três viaturas foram mobilizadas e chegaram rapidamente ao local, por volta das 12h25, iniciando o atendimento às vítimas e o isolamento da área.

Familiares informaram que os ocupantes haviam saído de Teófilo Otoni, com parada em Belo Horizonte, e tinham como destino final o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.

As causas do acidente ainda são desconhecidas e serão investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), também acionou o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), que já iniciou os trabalhos técnicos no local.

Peritos especializados irão analisar os destroços, coletar dados e verificar as condições da aeronave, além de outros fatores que possam ter contribuído para a queda.

O caso gerou grande repercussão e reacende o debate sobre segurança aérea, especialmente no uso de aeronaves de pequeno porte.


Por: Redação

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