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Vereadores e vereadora de Aquidauana torram mais de R$ 740 mil em diárias e população questiona destino do dinheiro público

Reprodução
Um levantamento detalhado com base em dados oficiais da Câmara Municipal de Aquidauana escancara um cenário que tem gerado indignação e debate entre moradores: mais de R$ 740 mil já foram gastos em diárias parlamentares entre 2025 e 2026.

Os números revelam uma verdadeira rotina de viagens, cursos e eventos custeados com dinheiro público, enquanto a população cobra melhorias em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e serviços básicos.

Entre os vereadores com maiores gastos está Everton Romero, que acumula cerca de R$ 78 mil em diárias. Logo em seguida aparecem Marquinhos Taxista (R$ 65,5 mil), Anna Saravy e Renato Bossay (R$ 63,5 mil cada), além de Genivaldo Montana e Juraci Jesus, ambos com aproximadamente R$ 63 mil.

Outros parlamentares também ultrapassam facilmente a marca dos R$ 50 mil, evidenciando que o uso de diárias se tornou prática frequente dentro do Legislativo municipal.

Grande parte desses valores está concentrada em viagens para Brasília, com custos que chegam a R$ 10 mil por agenda, além de uma sequência de seminários e congressos com valores repetidos de R$ 2,5 mil — muitos deles com temas semelhantes.

Outro ponto que chama atenção é a repetição constante de eventos voltados à “capacitação”, levantando um questionamento direto: quantos cursos são necessários e quais resultados reais essas viagens trouxeram para Aquidauana?

Mesmo sendo um gasto legal, o volume expressivo levanta críticas sobre prioridade e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Para muitos moradores, o dinheiro poderia estar sendo melhor investido em demandas urgentes da cidade.

Além disso, há cobrança por mais transparência e prestação de contas efetiva. A população quer saber não apenas para onde os vereadores foram, mas principalmente o que trouxeram de concreto para justificar os gastos.

Até o momento, não há um posicionamento claro e detalhado da Câmara Municipal sobre os impactos reais dessas viagens.

Enquanto isso, fica a pergunta que ecoa nas ruas:
quem está pagando a conta — e o que Aquidauana está ganhando com isso?




Por: Redação

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