Goiás decreta emergência de saúde após explosão de casos de SRAG com bebês sendo os mais afetados
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| Agência Brasil |
O estado de Goiás formalizou nesta semana um decreto de situação de emergência de saúde pública em razão do avanço preocupante da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), estabelecendo um período de 180 dias para a validade da medida. O cenário é crítico, com pelo menos 115 mortes registradas e um total de 2.671 casos contabilizados até a tarde deste domingo. O dado que mais chama a atenção das autoridades sanitárias é a vulnerabilidade dos bebês, uma vez que 42% dos casos totais — o equivalente a 1.139 registros — concentram-se na faixa etária de até dois anos de idade. Outro grupo que permanece sob monitoramento rigoroso é o de idosos acima de 60 anos, que somam 482 casos, representando 18% das notificações estaduais.
Para conter a escalada da doença, a Secretaria de Saúde de Goiás instalou um centro de operações voltado exclusivamente para a gestão e monitoramento da crise. O decreto permite que a administração pública realize a aquisição imediata de insumos e materiais, além da contratação de serviços estritamente necessários e de pessoal por tempo determinado, tudo com dispensa de licitação e tramitação em regime de urgência. No que diz respeito aos agentes causadores, o painel epidemiológico indica que 148 casos estão ligados ao vírus Influenza, com um alerta específico para a variante K, enquanto 1.080 casos decorrem de outros vírus respiratórios diversos.
No Distrito Federal, que faz fronteira com Goiás, a situação também é acompanhada de perto, embora a Secretaria de Saúde local tenha informado que, apesar da predominância da variante K da Influenza na América do Sul em 2026, não há evidências de que ela seja mais grave ou resistente às vacinas atuais. O DF registra 67 casos de SRAG por influenza e um óbito, mantendo uma postura de cautela e monitoramento sazonal. Paralelamente, um boletim recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou que o aumento das internações de crianças menores de dois anos é uma tendência nacional observada em quatro regiões do país, impulsionada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), o maior responsável pelos casos de bronquiolite nessa faixa etária.
Enquanto os casos graves de Covid-19 permanecem em baixa no território brasileiro, o Ministério da Saúde intensifica o apelo pela imunização como principal barreira de defesa. A campanha nacional de vacinação contra a influenza prioriza idosos, gestantes e crianças pequenas. Além disso, as autoridades reforçam a necessidade da vacina contra a Covid-19 para bebês a partir dos seis meses e lembram que, desde o ano passado, a vacina contra o VSR está disponível para gestantes, uma estratégia vital para garantir que os recém-nascidos já nasçam protegidos contra um dos vírus mais perigosos para o sistema respiratório infantil.
Por: Redação


