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Bebê de 1 ano morre após dar entrada com sinais de agressão e suspeita de abuso em MS

g1

Um bebê de 1 ano e 8 meses, identificado como Kalebe Josue da Silva, morreu na madrugada desta quinta-feira (30), na Santa Casa de Campo Grande, após ser internado com sinais graves de agressão e indícios de violência sexual. O caso veio à tona após a criança dar entrada na unidade hospitalar na última terça-feira (28).

De acordo com informações confirmadas pelo Conselho Tutelar e pelo hospital, o bebê entrou em protocolo de morte encefálica na quarta-feira (29) e não resistiu, vindo a óbito durante a madrugada. O corpo foi encaminhado ao necrotério por volta das 5h45.

Segundo boletim de ocorrência da Polícia Militar, os principais suspeitos são a mãe da criança, Taynara Fernanda da Silva Campos, de 31 anos, e o padrasto, Mikael Alexandre Souza de Campos, de 21 anos. Ambos seguem sendo investigados por suspeita de maus-tratos, estupro de vulnerável, lesão corporal e omissão de socorro. Até a última atualização, as defesas do casal não haviam se manifestado.

Conforme o Conselho Tutelar da Região Norte, a equipe foi acionada assim que o hospital identificou a gravidade do caso. Apesar dos esforços médicos, o bebê não resistiu aos ferimentos.

Durante o atendimento, a mãe apresentou versões inconsistentes sobre o que teria ocorrido. Inicialmente, afirmou que o filho teria caído e batido a cabeça. Questionada sobre outras lesões, disse não saber explicar.

Ela também negou qualquer agressão por parte do companheiro. No entanto, ao ser questionada sobre atendimentos médicos recentes, apresentou informações divergentes, o que aumentou a suspeita das autoridades.

Segundo a conselheira tutelar Suellen Gomes, as respostas foram vagas e não condiziam entre si, o que reforçou a preocupação da equipe envolvida no caso.

A ocorrência teve início após uma motorista de aplicativo acionar a Polícia Militar. Ela relatou que a passageira entrou em desespero ao receber uma ligação informando que o filho não estava respirando.

No local, os policiais encontraram o padrasto com o bebê nos braços, já sem प्रतिक्रिया, e iniciaram manobras de reanimação. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou em seguida e conseguiu reanimar a criança, que foi levada às pressas para a Santa Casa.

Durante o atendimento, o médico do Samu identificou diversos hematomas pelo corpo do bebê e sinais de possível abuso sexual. Posteriormente, laudo médico confirmou lesões na região íntima, além de marcas em diferentes estágios nas costas e nas pernas da criança.

A mãe informou que trabalhava e que o bebê ficava sob os cuidados do padrasto durante o expediente. Apesar disso, disse não saber quem poderia ter causado as lesões.

O Conselho Tutelar também constatou ausência de acompanhamento médico regular. A carteira de vacinação estava atrasada e só foi atualizada em janeiro de 2026, após a criança passar a frequentar um projeto social. Não havia registros frequentes de consultas médicas.

Diante da gravidade do caso, o Conselho Tutelar comunicou o Ministério Público, que determinou o acolhimento institucional da criança ainda durante a internação. Após a morte, as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi o relato de um vizinho, que afirmou ter conhecimento das agressões, mas não realizou denúncia por falta de provas.

O caso segue sendo apurado para esclarecer as circunstâncias da morte do bebê e a possível responsabilidade dos envolvidos.


Por: Redação

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