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Operação Ponto Cego investiga desvio de R$ 6 milhões em hospital em MS e sequestra bens de ex-administrador

Dourados News 

A Polícia Civil de Dourados deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Ponto Cego, que investiga o desvio de aproximadamente R$ 6 milhões de um hospital particular do município especializado em tratamento oftalmológico.

A ação foi conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma residência localizada no Jardim Água Boa, além do sequestro de bens em condomínios de luxo da cidade.

De acordo com a investigação, o ex-administrador do hospital é suspeito de cometer os crimes de furto qualificado de forma reiterada, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de capitais, ao tentar ocultar a origem do dinheiro utilizado na aquisição de imóveis.

As investigações começaram há alguns meses, após a Polícia Civil receber denúncias de que o então administrador da unidade de saúde estaria desviando recursos da instituição para contas pessoais.

Em entrevista, o delegado Demerval Neto explicou que os levantamentos indicam que o investigado utilizava o dinheiro desviado para adquirir patrimônio de alto valor.

“As investigações se iniciaram há alguns meses, quando a Polícia Civil tomou conhecimento de que esse indivíduo, que era o administrador do hospital, realizou ali o furto de valores que chegariam a essa quantia de seis milhões de reais, desviando esses valores e direcionando para suas contas e adquirindo inclusive bens imóveis em condomínios de luxo em Dourados”, afirmou o delegado.

Durante a operação desta sexta-feira, a polícia realizou o sequestro de imóveis localizados em três condomínios de luxo da cidade. A medida judicial tem como objetivo garantir que, caso o crime seja comprovado ao final do processo, os bens possam ser utilizados para ressarcir o prejuízo causado ao hospital.

“Essa é uma medida reparatória, uma medida constritiva desse bem imóvel que fica vinculada ao cartório, portanto visando a restituição de parte dos valores subtraídos”, explicou Demerval Neto.

Além dos imóveis, os policiais apreenderam objetos avaliados em cerca de R$ 200 mil, além de notebooks, celulares e uma arma de fogo que estava em posse do investigado.

Até o momento ninguém foi preso, já que, nesta fase da operação, o foco da Polícia Civil foi a coleta de provas e a recuperação de patrimônio. Os materiais eletrônicos apreendidos passarão por análise para verificar se outras pessoas participaram do esquema.

“Pode haver participação de mais pessoas. Inclusive, nós estamos fazendo os levantamentos necessários para a identificação desses demais autores”, concluiu o delegado.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News 

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