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Morte de bebê durante o parto leva Ministério Público a investigar maternidade em MS

MídiaMax 
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar a qualidade da assistência obstétrica prestada na Maternidade Cândido Mariano. A unidade é responsável por cerca de 60% dos partos realizados em Campo Grande, com uma média aproximada de 650 nascimentos por mês.

A investigação foi aberta após a morte de um bebê durante o parto, registrada em outubro de 2025, caso que levantou suspeitas de negligência médica e falta de atendimento humanizado. Segundo o MPMS, o episódio inicialmente era tratado como uma suposta irregularidade, mas ganhou novos desdobramentos após surgirem outros registros recentes de óbitos fetais e neonatais, além de relatos públicos, reportagens e um dossiê elaborado por famílias que afirmam ter vivenciado situações de violência obstétrica na instituição.

Diante das denúncias, o Ministério Público solicitou informações detalhadas à maternidade e à Secretaria Municipal de Saúde, incluindo dados sobre protocolos adotados nos atendimentos, notificações feitas aos sistemas oficiais de vigilância e a atuação dos comitês responsáveis pela prevenção da mortalidade materna e infantil.

O órgão também requisitou informações ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), incluindo eventuais sindicâncias relacionadas a óbitos e denúncias de violência obstétrica, além da realização de vistoria na unidade hospitalar.

Caso

O caso que motivou a investigação ocorreu na noite de 16 de outubro de 2025, quando um bebê morreu durante o parto na Maternidade Cândido Mariano. A família de uma paciente de 32 anos acusa a unidade de negligência, alegando que a realização de uma cesariana teria sido negada.

Segundo a irmã da paciente, que preferiu não se identificar, foram administradas medicações para indução do parto normal, mesmo com o bebê pesando aproximadamente 4 quilos.

“Minha irmã sofreu, meu sobrinho sofreu por irresponsabilidade. Eles tentaram por horas fazer o parto normal. Forçaram tanto que ele nasceu morto”, relatou.

A familiar também afirmou que a mulher permaneceu internada após o ocorrido e criticou a falta de informações repassadas pela maternidade sobre o que teria acontecido durante o atendimento.

O que diz a maternidade

Em nota oficial, a Maternidade Cândido Mariano informou que não foram identificados, inicialmente, indícios de falha ou negligência na condução do atendimento.

Segundo a unidade, a paciente foi internada no dia 15 de outubro, com 40 semanas e quatro dias de gestação, após rompimento da bolsa, sendo iniciado o processo de indução do parto normal com consentimento da gestante.

A maternidade destacou ainda que a mulher possuía histórico de dois partos normais anteriores e que recebeu acompanhamento contínuo da equipe médica e de enfermagem durante todo o procedimento.

Durante o parto, de acordo com a instituição, ocorreu um quadro de distócia de ombro, considerado uma complicação obstétrica grave e imprevisível, que pode acontecer mesmo em condições consideradas normais.

Apesar dos esforços da equipe médica, o caso terminou com o óbito do recém-nascido. A maternidade informou que o episódio será analisado pelas Comissões de Ética e de Óbito da instituição, conforme protocolo interno, e manifestou pesar pela perda, prestando solidariedade à família.


Por: Redação - Jornal A Princesinha News 



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