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Membro do Conselho de Ética de Pastores é denunciado por estupro de adolescente em MS

Reprodução TopMidiaNews


A estrutura religiosa de Campo Grande foi sacudida nesta segunda-feira (2) por uma denúncia de extrema gravidade envolvendo uma de suas figuras de fiscalização moral. O pastor Douglas Alves Mandu, de 35 anos, membro titular do Conselho de Ética do ConsepaCG-MS (Conselho de Pastores de Campo Grande), é o centro de uma investigação policial que aponta o estupro de uma adolescente de 15 anos. O caso, que tramita na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), revela um cenário de violência, ameaças e abuso de confiança ministerial.

O crime teria ocorrido em 2019, mas a denúncia formal só foi possível agora, em fevereiro de 2026, após a vítima — hoje com 21 anos — encontrar forças para romper o silêncio de sete anos. Segundo o boletim de ocorrência, Mandu utilizou-se do livre acesso que possuía à residência da família da jovem, por ser o pastor da congregação frequentada por seu irmão, para consumar o ato. Relatos indicam que o religioso invadiu o imóvel durante as férias escolares da menor, empurrando-a para um cômodo onde o estupro foi realizado de forma violenta. Após o crime, ele teria obrigado a adolescente a ingerir uma pílula e feito ameaças de morte para garantir sua impunidade.

O impacto psicológico na vítima foi devastador. Laudos médicos encaminhados à imprensa comprovam que a jovem desenvolveu graves danos emocionais e distúrbios psíquicos, necessitando de tratamento especializado contínuo desde o episódio. A gravidade dos fatos gerou repercussão imediata na esfera pública: Douglas Mandu foi exonerado nesta segunda-feira do cargo de coordenador de um Centro de Convivência de Idosos (CCI) na capital sul-mato-grossense.

O caso coloca o ConsepaCG sob os holofotes. A entidade, presidida pelo Apóstolo Dinho e responsável por grandes eventos como a Marcha para Jesus, mantém Douglas Mandu em seu Conselho de Ética — o órgão justamente incumbido de vigiar a conduta dos pastores afiliados e emitir pareceres para expulsão do colegiado. Até o momento, o site oficial da instituição não apresenta qualquer manifestação ou nota de repúdio sobre o ocorrido. Além disso, a composição do conselho já enfrentava questionamentos externos, visto que seu vice-presidente, o pastor Wilton Acosta, possui histórico de condenações judiciais e processos internos que colocaram em xeque a lisura de seus atos, como o caso conhecido como "Banco da Funtrab".

Tentativas de contato com o Conselho de Pastores e com o pastor Wilton Acosta foram realizadas, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para que os citados e a defesa de Douglas Alves Mandu apresentem suas versões sobre os fatos narrados.



Por: Redação - Jornal A Princesinha News


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